JUSTIÇA -
Ano e meio de prisão com pena suspensa para homem que agrediu outro em Terras de Bouro

O Tribunal de Braga condenou, esta quarta-feira, a 18 meses de prisão, com pena suspensa, um homem de Terras de Bouro que foi julgado por disparar contra um vizinho, com quem mantinha uma querela há vários anos.

O arguido, de 33 anos, foi condenado pelos crimes de ofensa à integridade física simples, dano, posse de arma e uso de arma em estado de embriaguez.

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Em declarações ao jornal “O Amarense”, o advogado de defesa, Nuno Catalão, salientou que os principais crimes de que fora acusado, nomeadamente o de homicídio qualificado na forma tentada, foram dados como não-provados.

«O meu constituinte conseguiu descredibilizar a acusação que sob ele impendia. Posso dizer que metade do julgamento está feito, falta agora a outra metade, que consiste na queixa-crime que já efectuámos contra o queixoso, por tentativa de homicídio já que ele deu com uma sachola na cabeça do meu cliente, com intenção de o matar», afirmou, lembrando que o arguido esteve dez meses em prisão domiciliária.

O acórdão determina ainda que o réu terá de pagar cerca de 6.500 euros ao queixoso, por danos causados a uma viatura e a título de indemnização.

A acusação – agora provada apenas parcialmente – dizia que os dois, que eram vizinhos, se pegaram, originando uma querela longa que acabou aos tiros, à pancada, a murro e a pontapé e com uma enxada, numa rixa que envolveu vidros estilhaçados e ameaças.

A disputa terá surgido em torno de negócio imobiliário falhado, entre ambos, ocorrido em 2013.

Em julgamento, o arguido alegou que foi buscar a pistola depois de ter levado uma “sacholada” do outro, que lhe abriu a cabeça e o poderia ter matado.

Foi julgado pelos crimes de homicídio qualificado na forma tentada, ofensa à integridade física, ameaça agravada, detenção de arma proibida e uso e porte de arma sob efeito do álcool ou de drogas.