CALDELAS (Amares): Amares marca caminho Braga-Santiago e Caldelas disponibiliza um albergue

CALDELAS (Amares):
Amares marca caminho Braga-Santiago e Caldelas disponibiliza um albergue

Até ao Verão, a vila termal de Caldelas vai ter um albergue de peregrinos a Santiago de Compostela. Em simultâneo, o Caminho da Geira Romana e dos Arrieiros, que liga Braga a Santiago de Compostela, na distância de 240 quilómetros, começa a ser marcado com setas amarelas no Concelho de Amares “nos próximos dias”.

A informação foi revelada pelo presidente da União das Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos, José Manuel Almeida, na sequência de uma palestra sobre o caminho realizada este sábado, 16. Segundo o autarca, o albergue resulta do “aproveitamento de um espaço existente e disponível”, que precisa de “ligeiras obras de adaptação”.

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O albergue a criar “até final de junho” terá, de início, espaço para 20 peregrinos, instalações sanitárias, chuveiros e uma pequena cozinha para refeições ligeiras. Trata-se de um espaço que servia de refeitório e balneário à antiga escola primária de Caldelas (onde hoje funciona a junta de freguesia), construído nos anos de 1990, no centro da vila termal.

Por outro lado, “os serviços da união de freguesias e da Câmara de Amares vão iniciar a marcação deste caminho, no território do município, já nos próximos dias. Esse processo deverá estar concluído também até final de junho”, explicou José Manuel Almeida.

Entretanto, os promotores deste itinerário estabeleceram contactos com os municípios de Braga, Terras de Bouro e Melgaço, no sentido de os sensibilizar para a necessidade de fazer as marcações com as setas amarelas, tradicionais do Caminho de Santiago, devendo acontecer em breve reuniões para oficializar este objetivo.

Está também a ser estudada com a Arquidiocese de Braga a criação de um ponto de acolhimento de peregrinos em Covide (Terras de Bouro).

A Associação do Caminho Jacobeu da Geira Minhoto Ribeiro e a Associação Codeseda Viva coordenam a investigação histórica, patrimonial, do traçado e sobre outros recursos necessários à validação do caminho [ainda não possui albergues, nem está marcado, pelo que deve usar-se GPS], um trabalho iniciado em 2009 que pretendem ver reconhecido com a oficialização do traçado.

Este itinerário, também conhecido por Caminho da Geira Minhoto Ribeiro, foi percorrido por pelo menos 300 pessoas desde maio de 2017, estimando-se que o número cresça até 500 no corrente ano.

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