O líder do Chega, André Ventura, anunciou este domingo que vai apresentar uma moção de confiança para que os órgãos competentes do partido se pronunciem sobre a sua liderança.
Ventura considerou ser “evidente que há hoje no partido uma facção”, que pensa ser minoritária, e que contesta a actual direcção.
“Pretendo apresentar uma moção de confiança ao partido, a marcar de forma urgente, onde todos possam participar e ter a sua posição para definir se este é o caminho que querem, o caminho que nos trouxe até aqui”, disse André Ventura, à margem da sessão de encerramento da Academia de Verão da Juventude do Chega, em Loulé, no Algarve.
O presidente do Chega assegurou que o grupo parlamentar “está unido” e que tudo tem feito “para que o partido se mantenha unido, mas um grupo tem de ter regras e tem de ter liderança”, fazendo a analogia com uma equipa de futebol: “Uma equipa de futebol tem de ter um treinador, caso contrário não há equipa de futebol e cada um joga por si”, disse.
“E eu não gosto de fingir que não há questões, isto não é o PCP. Eu gosto de assumir que há questões”, afirmou André Ventura.
O presidente do Chega acrescentou que, “por entender que há questões e por entender que em democracia são os militantes, são os dirigentes e são os seus participantes que devem escolher” informou no sábado o presidente da mesa do partido, Jorge Valsassina, sobre a sua intenção de apresentar uma moção de confiança.
“Se há quem entenda, como nós ouvimos, que podemos fazer outro tipo de oposição ou que há questões que deviam estar em cima da mesa e não têm estado, se há quem entenda que a forma de estar no Parlamento não tem sido a mais correta, isso tem de ser clarificado”, insistiu André Ventura.