AMARES -
Câmara quer ligar depósito da Senhora da Paz ao nó das Cerdeirinhas para melhorar abastecimento de água

O presidente da Câmara de Amares, Manuel Moreira, disse esta segunda-feira, em reunião de executivo, que a autarquia assume como prioridade resolver os problemas do abastecimento de água no concelho.

Para isso, o autarca anunciou que está em estudo a viabilidade de avançar com uma ligação do depósito da Senhora da Paz ao nó das Cerdeirinhas, em Ferreiros, o que permitirá resolver «entre 70% a 90% dos problemas».

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«Segundo os técnicos, para resolver o problema a 100% tínhamos que ligar o depósito da Senhora da Paz ao da Torre, num investimento de um milhão de euros, o que é muito dinheiro. No entanto, se conseguirmos ligar uma conduta directa da Senhora da Paz ao Carvalhô e às Cerdeirinhas resolvemos entre 70 a 90% dos problemas», explicou.

Embora ainda não esteja quantificado, esse projecto deverá ser substancialmente mais barato, devendo custar entre 400 a 500 mil euros aos cofres municipais, acrescentou Manuel Moreira.

«É uma solução muito mais barata e que resolve grande parte do problema de abastecimento de água. No futuro, tentaremos ligar o restante até à Torre», sublinhou.

Sublinhando que «não há falta de água» em Amares, o autarca lembrou, contudo, que a questão do abastecimento «é um problema antigo» e que «precisa de ser resolvido».

«Estamos interessados e empenhados em resolvê-lo. Se tivermos que adiar algum dos projectos que temos, vamos fazê-lo, porque esta é uma questão fundamental», frisou.

A intenção da autarquia foi saudada pelos dois vereadores da oposição, Pedro Costa (PS) e Emanuel Magalhães (MAIS).

«O abastecimento de água é um serviço básico, de que já não deveríamos estar a falar nesta altura. Por isso, priorizar o investimento nesta área é fundamental e de saudar», frisou Pedro Costa.

Para Emanuel Magalhães, trata-se de um investimento «absolutamente necessário» e que deve ser prioritário para a autarquia. O vereador do MAIS realçou, no entanto, que isso não deve fazer com que alguns projectos caiam por terra.