O concurso público da obra de musealização das ruínas arqueológicas romanas da Ínsula das Carvalheiras, em Braga, vai ser posto à votação, na próxima segunda-feira, em reunião de Câmara.
O projeto, que foi feito em parceria entre o Município e a Universidade do Minho, envolve a adequação à visita do conjunto arqueológico.
Com um investimento de 3,3 milhões, exclusivamente a expensas do Município uma vez que não há possibilidade de candidatura a financiamentos comunitários, o projeto afirma-se como “um instrumento de regeneração urbana, uma aposta clara na valorização patrimonial, um testemunho de uma parceria sempre renovada com a UMinho e, sobretudo, um resultado final que vai agradar aos cidadãos e atrair muitos visitantes”.
VIAGEM NO TEMPO
A Ínsula das Carvalheiras – dizem os projetistas – proporciona uma viagem no tempo, com a entrada num Centro Interpretativo – com uma vertente moderna e tecnológica – e com um percurso até ao interior do espaço, onde está um importantíssimo legado romano. Para além da componente arqueológica, o estudo prevê a criação de um parque urbano anexo às ruínas, para usufruto dos cidadãos e para atividades culturais e de lazer.
A cidade passa assim a dispor de um equipamento “de grande valor histórico e cultural, verdadeiramente emblemático da origem romana de Braga, capaz de ajudar a reforçar a sua identidade e a diferenciar a sua oferta cultural”.
A conceção é da autoria de Alejandro Beltran-Caballero e Ricardo Mar, dois arquitetos com reputada experiência na relação com a arqueologia e na musealização de vestígios romanos.