REGIÃO –  CP investiga queda de motor de comboio em Afife

REGIÃO –
CP investiga queda de motor de comboio em Afife

A CP está a investigar a avaria que levou um comboio regional a perder o motor perto da localidade de Afife, em Viana do Castelo, quando fazia a ligação Porto-Valença, durante a noite desta quinta-feira.

“A unidade foi rebocada por comboio socorro e está a ser encaminhada para a oficina de Contumil, local onde as equipas técnicas da CP e da EMEF farão as necessárias análises técnicas para apurar as circunstâncias e causas desta ocorrência, bem como eventuais medidas preventivas e corretivas que se revelem necessárias”, pode ler-se num comunicado oficial.

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Segundo a CP, esta ocorrência deveu-se à “fractura do veio de transmissão entre um motor diesel e a caixa de transmissão”, o que terá originado a quebra de um dos apoios do motor diesel.

Os 15 passageiros tiveram de descer para a linha, tendo sido chamados vários táxis para realizar o transbordo.

O incidente ocorreu com uma automotora alugada pela CP à congénere espanhola Renfe.

O dirigente sindical da FECTRANS disse que este acidente veio mostrar que a opção por comboios espanhóis foi errada e “dá força” ao que têm vindo a dizer: “Não são solução para a falta de material em Portugal, mas deve-se antes reparar aquilo que existe e está imobilizado, neste momento, e depois partir-se para a aquisição de novos equipamentos”, afirmou José Manuel Oliveira à Renascença.

O comboio saiu do Porto às 20h15 com destino a Valença. Já perto das 22 horas, na zona de Afife, o motor caiu e foi arrastado, tendo danificado a via.

AUTOMOTORAS “OBSOLETAS”

A Associação de Utentes de Comboios de Portugal não estranha que o problema tenha ocorrido com uma automotora alugada a Espanha. Nuno Lopes diz que não é a primeira vez que se registam incidentes com estas composições.

“Estas automotoras, com toda a manutenção que se faça, parte delas já está obsoletas. Já ouvi episódios, por exemplo, na linha do Douro de um comboio pegar fogo. Um comboio semelhante a este. Portanto, não é nada que nos surpreenda”, afirma.

Foto: Diário do Minho