OPOSIÇÃO ABSTEVE-SEDívida da Câmara de Amares é de 6,5 milhões

OPOSIÇÃO ABSTEVE-SE
Dívida da Câmara de Amares é de 6,5 milhões

A dívida total da Câmara Municipal de Amares é actualmente de cerca de 6,5 milhões de euros, de acordo com os documentos de prestação de contas do ano de 2017, que o executivo municipal aprovou, com a abstenção dos Vereadores da oposição.

Manuel Moreira explicou que «o Município transitou para 2018 com um saldo de gerência de 608.226,86€ e sem dívidas a fornecedores, excluindo o valor que não foi pago às Águas do Norte relativamente aos valores facturados».

Mostrou-se, por isso, muito satisfeito por, nos últimos quatro anos, a dívida da autarquia ter baixado 5,5 milhões de euros – em 2013, era de 12 milhões.

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O autarca acrescentou que a Câmara tem uma margem de endividamento «muito confortável» na ordem dos 1,7 milhões de euros, «um bom sinal da sua saúde financeira», além de taxas de execução da receita e da despesa iguais ou superiores a 90%, «claramente acima dos 85% exigidos pelo princípio do equilíbrio orçamental».

As despesas de capital registam um crescimento de 57,3%. Ao nível da despesa é também de destacar a redução de meio milhão de euros nos gastos totais. «Estes documentos exprimem, de uma forma muito transparente, a gestão que temos feito do dinheiro público e os resultados de estabilidade e equilíbrio que temos conseguido alcançar, traduzidos este ano, de forma muito clara, num aumento do nível de investimento realizado no concelho», defendeu.

Na discussão do ponto, o Vereador do PS, Pedro Costa, disse ter uma «série de dúvidas» que o «obrigam a ter fé naquilo que é apresentado», considerando que o documento «reflecte o que aconteceu em 2017». «Houve um investimento muito grande em ano de eleições. Prevejo que este novo ano não seja muito diferente», realçou.

Também Emanuel Magalhães optou pela abstenção, numa «posição coerente», segundo explicou, com a que assumiu aquando da discussão do Plano Plurianual de Investimentos para este ano, que integra «muitos investimentos iniciados em 2017 que transitaram para 2018».


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