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“Enterro da Gata 2023”. Cortejo académico desfilou esta tarde pelas ruas de Braga

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O título é malicioso e irreverente. Pois sim, mas ao jeito do Enterro da Gata que esta quarta-feira desfilou pelas ruas da cidade, precisamente para dizer a quem lhe prestasse a atenção que a ‘a gata paga, mas bufa’.

A carestia da vida de estudante, a fazer sentir sobretudo no alojamento, foi a queixa, nuns casos, lamento noutros, que mais se fez notar na decoração dos 57 carros alegóricos deste ano, contando com os da Universidade Católica e do ISAVE, que se juntaram à festa da academia minhota.

Ora, o que não faltaram nas comitivas dos cursos foram comentários matreiros, mordazes e picantes a grafitar os camiões de mercadorias, transformados por umas horas em carruagens de doutores e doutoras (e bar ambulante).

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O que dizer desta ‘máxima’: ‘a gata bufa e ajoelha porque quem paga és tu’?. Ou ‘a gata paga mas a merda é a mesma’?.

‘A gata mal consegue paga os finos’, porque ‘a gata está endividada’, diz um dos cursos, apesar dos litros de cerveja que escorrem pelo pavimento, como muito bem nota a D. Maria. “Tanta cerveja deitada ao lixo, senhores”.

A octogenária já conhece o que “a casa gasta”. Sempre que o tempo permite, assiste “à gata”. Desta vez veio só; as amigas “tiveram medo do sol”. Ela, debaixo do guarda-chuva, não.

A cada ano diz, “os estudantes estão mais atrevidos, mais elas que eles”, comenta, enquanto os carros (“tantos!”) passam. No fim do telejornal, quando for visitar uma vizinha acamada, “aquele toledo” vais ser tema de conversa.

Entretanto, ‘A gata está desesperada, já nem tem dinheiro tem para bufar’, queixa-se um dos cursos; outro garante que a felina ‘não é TAPadinha’ e há quem assegure que “a gata bufa, mas leva no pacote”.

Também não falte que garanta que ‘os estudantes pagam, a AAUM [Associação Académica] lucra’.

Na Casa Bolas de Berlim, em São Victor, a tranquilidade reina. A experiência mostra, conta uma funcionária, que “só mais lá para o final do Enterro é que se começa é trabalhar bem”. É que depois de tanta bebida, o corpo (e a cabeça) começa a exigir algum sustento, que ainda falta muito para chegar ao centro da cidade, à Arcada. “É só facturar”.

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