REGIÃO - Esposende acolheu Jornada Técnica do Projecto Biomasa-AP

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Esposende acolheu Jornada Técnica do Projecto Biomasa-AP

Esposende acolheu, esta semana, a Jornada Técnica do Projecto Biomasa-AP, numa sessão que teve como palco o Fórum Municipal Rodrigues Sampaio.

O Biomasa-AP é um projecto transfronteiriço que tem como objectivo a «optimização da exploração e aproveitamento energético da biomassa residual procedente dos restos de poda de vide e Kiwi e dos matos, e avaliar a sua utilização em processos de combustão e gasificação para a geração de energia térmica e eléctrica à pequena escala», pode ler-se em nota enviada pelo Município de Esposende.

Esta jornada, promovida pela Agência de Energia e Ambiente do Cávado, juntamente com os parceiros espanhóis do projecto, contou com a participação de diversos especialistas, que abordaram a importância da Biomassa florestal em Portugal e Europa, futuro e desafios, e a organização da produção para a valorização dos recursos florestais, e apresentaram os avanços dos resultados técnicos do projecto que estão a ser alcançados.

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Na qualidade de anfitrião e enquanto Presidente da Direcção da Agência de Energia e Ambiente do Cávado, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, abriu os trabalhos da sessão, realçando a «pertinência da abordagem da temática, numa altura em que se colocam vários desafios no plano da gestão florestal».

Particularizando a questão da floresta, o autarca alertou para o «incumprimento e negligência no que se refere ao destino dos sobrantes da massa florestal, deu nota das dificuldades para uma gestão eficaz, nomeadamente no que diz respeito à limpeza de terrenos, tanto por particulares como pelas próprias autarquias, e manifestou a expectativa de que a abordagem destas questões passe por uma estratégia mais eficaz».

Em jeito de reflexão, e porque considera que «a solução encontrada não é viável», Benjamim Pereira considerou que o combate ao problema da limpeza de terrenos e, consequentemente, aos incêndios florestais, poderia, eventualmente, traduzir-se na «criação de incentivos aos proprietários que motivassem o cumprimento da legislação governamental».

Tendo em consideração o potencial das florestas, o autarca deu nota de um conjunto de oportunidades subjacentes a esta área, desde logo a produção de energia, referindo a inerente criação de emprego e de riqueza e de fixação da população. «Não é uma área negligenciável, é uma oportunidade», afirmou Benjamim Pereira.