TERRAS DE BOURO - -
«Este Concelho e esta terra nada me devem. O devedor aqui sou eu»

«Este Concelho e esta terra nada me devem nem têm que me agradecer. Honestamente, o devedor aqui sou eu». Foi assim que o Cónego João Aguiar Campos, homenageado esta tarde durante as comemorações do Dia do Município de Terras de Bouro, se dirigiu à enorme plateia que marcou presença no Museu da Geira, em Campo do Gerês.

Depois do habitual hastear da bandeira, em frente ao edifício da Câmara Municipal de Terras de Bouro, as comemorações do 505º aniversário da atribuição da Carta de Foral às “Terras de Boyro” prosseguiram no Museu da Geira, onde se destacou a homenagem ao Cónego João Aguiar Campos, natural da freguesia de São João do Campo.

Durante o tributo, João Aguiar Campos lembrou muitos daqueles que marcaram o seu percurso, com enfoque especial para alguns conterrâneos, amigos e familiares, apontando, «a minha terra não me deve nada, mas eu devo-lhe tudo. Devo-lhe a aldeia que trago sempre dentro de mim».

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«Peço que ameis esta terra, pois aquilo que escrevemos no coração e na mente das pessoas não se apaga», concluiu.

Pedro Leal, director geral de produção da Rádio Renascença e amigo do homenageado, tomou da palavra onde lembrou vários momentos e episódios passados com o cónego João Aguiar Campos, realçando o seu «gosto pela comunicação, pela escrita, a sua clareza, calma e simplicidade».

«DIA HISTÓRICO E DE IMPORTÂNCIA MAIOR PARA TODOS OS TERRABOURENSES»

O programa das comemorações do Dia do Município abriu com a actuação da Banda Musical de Carvalheira, no interior do Museu da Geira, prosseguindo na zona de visitação do mesmo, com o discurso do Presidente da Câmara Municipal de Terras de Bouro, Manuel Tibo.

O autarca começou por lembrar todos aqueles que «pelo trabalho e contributo sempre deram mais ao serviço da causa pública e do Concelho. É uma honra ter alguns deles aqui, dignificando ainda mais as comemorações do Dia do Município».

Relativamente à ocasião, Manuel Tibo referiu que este é um «um dia histórico e de importância maior para todos os terrabourenses, onde são lembradas e honradas as nossas gentes. O futuro está no seu trabalho e é possível vencer algumas batalhas, como é o caso da interioridade. Só com muito trabalho serão resolvidos problemas e encontradas soluções para apoiar as pessoas do nosso concelho. É com gente que o concelho prospera e tem futuro e temos de saber tirar partido disso».

As celebrações prosseguiram com a apresentação do livro “Nomadismo da Alma”, da autoria de António Cunha e encerraram tal como começaram, com novo momento musical a cargo da Banda Musical de Carvalheira.