Zhenhao Zou, um estudante de doutoramento chinês, foi condenado em Londres por drogar e violar três mulheres no Reino Unido e sete na China. Entretanto, a polícia foi procurada por outras 23 possíveis vítimas. A pena é anunciada a 19 de junho.
O agressor foi julgado durante o mês de março por crimes que ocorreram entre 2019 e 2023, depois das autoridades terem acesso a nove gravações de ataques que o violador tinha na sua posse.
Contudo, os investigadores tiveram acesso a outros “50 vídeos de potenciais vítimas”, segundo a polícia metropolitana de Londres.
Para além das gravações que guardava no telemóvel e no computador, o jovem retirava objetos das vítimas como lembranças.
Os investigadores traçaram um perfil do agressor. Em geral, o predador preferia mulheres de nacionalidade chinesa que depois convidava para estudar ou beber no seu apartamento. Já na sua habitação, drogava as vítimas e agredia-as antes de serem violadas.
Presente a tribunal, o estudante de Engenharia Mecânica afirmou que as relações sexuais eram consentidas, não revelando nenhuma emoção quando foi lida a sentença.
O predador foi condenado por 11 acusações de crimes de violação, 10 por posse de imagens pornográficas e três de posse de droga que utilizava para deixar inconscientes as vítimas.
APELO INTERNACIONAL
No seguimento da investigação, a Polícia Metropolitana de Londres lançou um apelo internacional, uma vez que acredita que o predador possa ter cometido crimes em vários locais do mundo.
“Temos vítimas a entrar em contacto connosco de diferentes partes do mundo”, admitiu o Comandante da Polícia Metropolitana, Kevnin Southworth à Sky News. Ainda assim, as autoridades acreditam que “os principais lugares onde possam ter ocorrido os crimes é Inglaterra, mais especificamente em Londres, e na China”, explicou, citado pela Correio da Manhã.
“Considerando o quão ativo e prolífico Zou parece ter sido nas suas ofensas, há a possibilidade de que possa ter cometido ofensas em qualquer lugar do mundo”, afirmou.
O comandante defende que os investigadores responsáveis pelo caso têm de analisar os novos testemunhos para que Zhenhao possa ser julgado por “todos os crimes”.
Com BBC e CM