PAÍS – Governo ameaça demitir-se caso tempo de serviço dos professores seja aprovado

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Governo ameaça demitir-se caso tempo de serviço dos professores seja aprovado

António Costa apresenta demissão se o diploma for aprovado no Parlamento, garantiu esta sexta-feira o primeiro-ministro numa declaração ao país.

A advertência foi feita por António Costa depois de ter estado reunido cerca de 40 minutos com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sequência da crise política aberta com a aprovação pelo parlamento, apenas com os votos contra do PS, da recuperação do tempo total de serviço dos professores no período em que houve congelamento de progressões.

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“Entendi ser meu dever de lealdade institucional informar o Presidente da República e o presidente da Assembleia da República que a aprovação em votação final global desta iniciativa parlamentar forçará o Governo a apresentar a demissão”, assegurou o chefe do Executivo

“A comissão parlamentar de Educação aprovou na especialidade, na quinta-feira, um conjunto de normas que, independentemente das muitas dúvidas de inconstitucionalidade que suscita, é socialmente injusta e financeiramente insustentável”, declarou.

“O Governo cumpriu, um após outro, todos os compromissos com portugueses e com a maioria parlamentar”, começou por dizer o primeiro-ministro, frisando que, “ao contrário do que muitos recearam, foi possível assegurar estabilidade política, recuperar a credibilidade internacional do país, reverter todas as medidas que haviam cortado o rendimento dos portugueses, estabilizar o sistema financeiro e incutir confiança no investimento”.

Após enumerar um conjunto de medidas conseguidas pelo Governo, Costa deixou um apelo: “Não podemos voltar a perder o que hoje alcançámos, devemos prosseguir o caminho que estamos a seguir”.

O Partido Socialista acusa o BE e o PCP de irresponsabilidade, enquanto os partidos de esquerda apontam um calculismo extremo ao Governo.

Já à direita, Rui Rio critica o Executivo com acusações de que está “a brincar com coisas sérias” e Cristas fala na “encenação de um golpe”.