JUSTIÇA – Homem de Amares julgado por tentar aliciar menores na Internet

JUSTIÇA –
Homem de Amares julgado por tentar aliciar menores na Internet

O julgamento, por cinco crimes do foro sexual, deve ficar concluído esta sexta-feira, no Tribunal de Braga, com as alegações finais do Ministério Público e dos advogados de defesa e de acusação.

O arguido respondeu por três crimes de abuso de criança, um outro na forma tentada e um por posse de pornografia de menores. O homem, operário da construção, natural e residente em Amares, com 29 anos, assediava rapazes, de menor idade, no Facebook.

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A investigação da PJ/Braga concluiu que o homem, em Setembro de 2016, conectou-se à Internet e criou o seu perfil naquela rede social. De seguida, adicionou como amigo um rapaz de 12 anos e encetou conversas de cariz sexual com ele, enviando-lhe fotos e vídeos íntimos.

As conversas no “chat” duraram até Fevereiro de 2017. A certa altura, escreve o Ministério Público, o menor disse que ia à casa de banho e o arguido pediu-lhe que lhe mandasse fotos do corpo, «antes de se sentar na sanita e quando estivesse no chuveiro».

O rapaz não acedeu, totalmente, ao pedido, tendo-lhe, apenas, mandado uma foto com umas cuecas (boxers) e o arguido retorquiu, mandando-lhe várias, também em boxers. A acusação diz que o homem fez várias vídeo-chamadas para o menor, mas este nunca as atendeu.

Assédio em café

Em 6 de Setembro de 2016, abordou dois rapazes, um com 11 anos e outro com dez, que estavam na esplanada de um café, em Ferreiros. O arguido passeava um cão e quando chegou junto dos “miúdos” disse-lhes. «A pila do cão é maior que a vossa». Os rapazes riram-se e responderam que não, o que o levou a propor-lhes: «então mostra-a, se és homem!».

De seguida, conseguiu estabelecer contacto, também no Messenger do Facebook, neste caso, com um perfil falso, com um deles, tentando aliciá-lo e enviando-lhe fotos de pénis e incitando-o a ver filmes pornográficos.

Manteve, ainda, conversas de cariz sexual com o menor, mas, avisado, o rapaz contou à mãe que se pôs a conversar com o arguido, sem este saber que era ela e não a vítima. «A tua pila está boa?», perguntava o agressor sexual, entre outras conversas explícitas.

A Polícia veio a conseguir reconstituir todos os actos criminosos que praticou ou tentou praticar na Internet e apanhou-lhe, no computador, várias imagens pornográficas de menores e vídeos lascivos do mesmo género. Incorreu, por isso, em crime de pornografia de menores, já que «importunou, armazenou e divulgou pornografia infantil».

A acusação é suportada pelos depoimentos, gravados em vídeo para “memória futura”, dos três rapazes, no testemunho da mãe e dos agentes da PJ que investigaram o caso.