RELIGIÃO - «Homenageámo-lo porque somos pequenos gratos e não grandes ingratos»

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«Homenageámo-lo porque somos pequenos gratos e não grandes ingratos»

A Irmandade de São Bento da Porta Aberta promoveu, esta quinta-feira, uma homenagem ao Cónego Fernando Monteiro, antigo Presidente da Irmandade, em dia que se assinalou o 1º aniversário do seu falecimento.

A homenagem contou com uma Eucaristia celebrada na Basílica de São Bento da Porta Aberta, solenizada pelo Grupo Coral, seguindo-se a apresentação do livro, “Cónego Fernando Monteiro – FVIT VIR…Houve um Homem de Deus ao serviço do outro”, coordenado por Carlos Aguiar Gomes e que reúne vários testemunhos sobre a vida do Cónego Fernando Monteiro.

Na apresentação da obra, o Cónego João Aguiar Campos notou que o Cónego Fernando Monteiro «foi um Homem. Coisa que nos tempos que correm não é nada desprezível. Viveu a humanidade e a hombridade».

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«Ser um Homem é o nosso grande desafio. O Cónego Fernando Monteiro foi um Homem e porque o foi pôde ser um bom padre. Homem entre os homens assumido, para falar aos homens das coisas de Deus», acrescentou.

«Para sermos reais temos de ter ideais e o Fernando foi este Homem, continuamente à procura de aprofundar a sua dimensão humana e sacerdotal, vivendo este ideal, esta Humanidade, colhendo-a no húmus da família. Foi aí que nasceu e se moldou» disse, ainda, João Aguiar Campos.

«Homenageámo-lo porque somos pequenos gratos e não grandes ingratos», concluiu.

Já o Cónego Roberto Rosmaninho Mariz destacou «ser absolutamente necessário e de toda a justiça que uma memória se fizesse na grandeza do testemunho, de pessoas e institucional, da sua vida e da sua obra».

«Consideramos ser relevante e importante que não ficasse meramente na palavra oral, que facilmente pode ser esquecida, e passe também a uma memória escrita a poder ser publicada, com testemunhos ricos e plurais do caminhar da sua vida».

Para Carlos Aguiar Gomes, o que guarda do Cónego Fernando Monteiro é «uma saudade cada vez maior», de alguém que «deixou o exemplo de nos preocuparmos com a pegada da caridade».

Mais desenvolvimentos na edição impressa de Fevereiro de 2020