RELIGIÃO -
Padre do Arciprestado de Amares suspende celebrações após contacto com infectado com Covid-19

O padre de Dornelas, Figueiredo, Paredes Secas e Vilela, paróquias do Arciprestado de Amares, suspendeu as celebrações deste fim-de-semana por se encontrar em isolamento profiláctico depois de ter estado em contacto com uma pessoa que acusou positivo no teste à Covid-19.

O anúncio foi feito pelo próprio pároco, António Magalhães Sousa, na página “Sopro e Vida” no “Facebook”.

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«No dia 27 de Junho (sábado) jantei próximo de um amigo que acusou positivo para o Covid-19. No dia 29 (segunda-feira), ao tomar conhecimento, dirigi-me imediatamente ao Hospital para fazer o teste (à minha custa) no sentido de perceber se fui eu o responsável (podia estar infectado) e não pôr em risco a vida de alguém das minhas comunidades. Ao final do dia, por volta das 22h30, saiu o resultado: negativo», explica.

A publicação acrescenta que na manhã do dia 30 de Junho foi contactado pela Delegada de Saúde, que «determinou, de imediato, o isolamento profiláctico, pelo período de 29/Junho a 12/Julho de 2020, por motivo de perigo de contágio e como medida de contenção de Covid-19».

O sacerdote deixa críticas à Delegada de Saúde, que diz ter errado nas datas de confinamento.

«No dia 3 de Julho enviei um e-mail à Delegada de Saúde no sentido de corrigir as datas do período de confinamento, uma vez que, segundo as orientações da DGS, a quarentena deve começar a contar a partir do dia que estive em contacto com a pessoa testada positivo, ou seja, no dia 27 de Junho. Até ao momento não obtive qualquer resposta. Talvez esteja de férias… Como se trata de um erro que só quem o cometeu pode corrigir/alterar, e porque não me respondeu, terei, mais uma vez, de obedecer à ditadura das leis e continuar em “prisão domiciliária”. Caso transgrida – dizem – incorro em crime de desobediência agravada!», aponta.