BRAGA – Portadores de diabetes tipo 2 têm sessões gratuitas de exercício físico em Braga

BRAGA –
Portadores de diabetes tipo 2 têm sessões gratuitas de exercício físico em Braga

A Câmara de Braga aderiu ao programa ‘Diabetes em Movimento’, um projecto comunitário de exercício físico para pessoas com diabetes tipo 2. O projecto começou este mês e prolonga-se até Junho de 2020.

Durante este período, os participantes têm três sessões semanais gratuitas de exercício físico, com uma duração de 90 minutos, no Pavilhão Municipal de Lamaçães.

PUBLICIDADE

Em Braga, o projecto acontece em parceria entre a autarquia, o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Braga e a União de Freguesias Nogueira, Fraião e Lamaçães.

Com este programa pretende-se proporcionar à população a prática de exercício físico recomendada para o controlo da diabetes pelas principais organizações científicas internacionais, sem custos directos para os participantes.

A vice-presidente da Câmara, Sameiro Araújo, refere que as intervenções comunitárias para a promoção da actividade física “são consideradas como um dos melhores investimentos do município para promover a actividade física na população, permitindo envolver um número alargado de cidadãos, utilizando os recursos locais já existentes e potenciando ainda a sua interligação”.

A dose semanal deste programa foi testada como ferramenta terapêutica para o tratamento da diabetes tipo 2, sendo todos os participantes acompanhados clinicamente através do controlo da glicemia capilar, da pressão arterial e da intensidade do esforço.

As actividades são monitorizadas por professores de educação física e por enfermeiros, sendo que as sessões envolvem vários tipos de exercício físico (aeróbio, resistido, de agilidade e equilíbrio e de flexibilidade) mas também actividades de educação para a saúde e para a cidadania.

Em Portugal, os números da diabetes têm vindo a crescer desde que há registos, ocupando um lugar na linha da frente dos países europeus com maior prevalência desta doença crónica, sendo que as estimativas apontam para uma prevalência entre 9,8% e 13,3% na população adulta e idosa (mais de um milhão de portugueses).