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Prato de Esposende: sai o polvo, entra a lampreia e fica de reserva o robalo?

É o ‘Polvo na Pedra à Esposende’ o prato identitário de Esposende, aquele em que as gentes do concelho da foz do Cávado se reconhecem? A Associação Cidadãos de Esposende foi saber junto da população e dos clientes da restauração local, pondo na beira do prato as sugestões de um chef de cozinha que visite a cidade só “algumas vezes por ano”.

Esta história começa há cinco anos, quando Benjamim Pereira revelou que o tal ‘Polvo na Pedra à Esposende’ seria um prato “diferenciador” e um sucesso gastronómico. Ora, diz a Cidadãos de Esposende, “longe disso ficou”, na verdade “é hoje um prato que praticamente ninguém elabora no concelho e com nula visibilidade internacional”.

Assim, com o objectivo de “sensibilizar” o presidente da câmara municipal para a mudança de um prato que “não teve resultados significativos” e não logrou atingir os “objectivos pretendidos”, a associação pediu aos cidadãos, em Dezembro passado, sugestões para substituir o polémico prato.

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Dois meses depois de uma campanha nas redes sociais, na página Esposende.org e em vários meios de comunicação regionais e nacionais, chegaram os resultados: o polvo obteve “apenas” 15 apoios, a lampreia chegou aos 1650 e o robalo aos 800.

Os resultados não surpreenderam: “Foram os esperados”.

“São números que sustentam a mudança imediata de um prato que comprovadamente não satisfaz nem a população local nem quem visita Esposende. Dificilmente se encontra o ‘Polvo na Pedra à Esposende’, nos moldes em que foi apresentado, como prato identitário da cidade”, concluem os responsáveis da associação.

NOVA CAMPANHA

A Cidadãos de Esposende tem já em curso uma nova ‘consulta popular’ desta feita pedindo à comunidade local que dê sugestões de como confeccionar a eleita lampreia, o tal prato que se pretende que seja o verdadeiro “prato identitário” do concelho.

Entretanto, os resultados da primeira consulta já seguiram para o autarca. “A primeira fase do trabalho está concretizada, cabendo agora a decisão ao presidente da câmara”, diz a Associação Cidadãos de Esposende.