AMARES - Seminário alertou para a necessidade de denunciar casos de violência

AMARES -
Seminário alertou para a necessidade de denunciar casos de violência

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promoveu, esta terça-feira à tarde, na Biblioteca Municipal Francisco Sá de Miranda, em Amares, o Seminário “A Vítima e os Serviços de Apoio”.

A iniciativa foi realizada com o intuito de sensibilizar e informar a população da forma como deve proceder em casos de  violência – sejam eles ou não os visados – que entidades e instituições podem prestar o seu apoio e a «necessidade de estas situações não poderem ser esquecidas».

O Seminário contou com a participação de Marta Mendes, Gestora do Gabinete de Apoio à Vítima de Braga, o Cabo – Mor do Comando Territorial de Braga da GNR Alberto Mendes e duas representantes da CPCJ de Amares, Ângela Costa e Ana Luísa Pereira.

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Marta Mendes começou por explicar a missão da Associação, a que tipos de crimes esta presta o seu apoio e a forma como actua, acrescentando alguns números quanto aos processos, crimes e outras formas de violência e vítimas relativos a 2017.

«É fundamental compreender a importância destas iniciativas, através das quais se dá a entender o trabalho das entidades. Seja cada uma no seu espectro de actuação ou em conjunto», referiu.

Já Alberto Mendes, da GNR, deu a conhecer os Núcleos de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE), integrados no projecto de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (IAVE).

«Estes núcleos têm como principal missão investigar crimes relacionados com as problemáticas das mulheres, crianças, idosos e pessoas especialmente vulneráveis enquanto vítimas e promover acções de apoio», esclareceu.

O Cabo-Mor da GNR do Comando Territorial de Braga acrescentou ainda que «é essencial que ao tomar conhecimento de algum caso deve-se entrar em contacto com estas instituições, informá-las para que estas possam actuar».

Ana Luísa Pereira, uma das representantes da CPCJ de Amares, lembrou que a situação «passa, acima de tudo, por uma questão cívica e de mentalidades». «É verdade que houve mudanças, mas a questão essencial, a mentalidade, ainda não está totalmente trabalhada».

Esta iniciativa foi organizada pelo Gabinete de Apoio à Vítima de Braga e teve o apoio da Câmara Municipal de Amares.