“Tragédie” de Olivier Dubois estreia em Guimarães a 16 de Maio

“Tragédie” de Olivier Dubois estreia em Guimarães a 16 de Maio

“Tragédie”, peça que o consagrado coreógrafo Olivier Dubois já fez circular pelo mundo, chega finalmente a Portugal e o Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, acolhe a sua estreia nacional. “Tragédie” é uma libertação explosiva. Um espectáculo vertiginoso e hipnótico com 18 bailarinos nus em palco. Dubois apresenta o homem na sua condição original e despe-o das condicionantes sociais, históricas e psicológicas, para criar um coro que se constrói de corpos reflectindo sobre o poder telúrico que nos liga à terra, a importância da nossa consciência e dos actos voluntários que nos preenchem de humanidade. A peça culmina numa catarse em que os corpos se fundem numa mesma massa, num movimento colectivo hipnótico que deixa a plateia vigilante. O espectáculo apresenta-se a 16 de maio, às 21h30, no palco do Grande Auditório do CCVF.

“Tragédie” é um frenesim de corpos nus em palco para mostrar que o simples facto de sermos humanos não nos dá humanidade. A peça que Olivier Dubois faz circular pelo mundo desde 2012 traz ao CCVF 18 bailarinos, nove homens e nove mulheres, que entram em cena numa marcha de passos assertivos. A crueza dos corpos nus e os seus movimentos abruptos traduzem os impulsos mais arcaicos do homem e mostram que o corpo sem alma não faz de nós humanos.

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Inspirado na obra de Nietzsche, “A Origem da Tragédia”, Olivier Dubois criou uma peça que lentamente se vai lançando para o seu clímax. O início do espectáculo, marcado por uma certa lentidão e repetição de movimentos, alimenta no público uma certa tensão para o que está por vir. Primeiro, no escuro, não discernimos bem as silhuetas que se desenham à nossa frente, contudo a luz vai aumentado de intensidade permitindo que a plateia veja na nudez dos corpos dos bailarinos que demoram longamente a tocar-se mas que, ainda assim, emanam uma grande intimidade através de gestos que simulam relações íntimas e do pulsar de uma respiração que se percebe ofegante.