BRAGA«Uma cidade só pode ser dinâmica económica com qualidade de vida», defende Ricardo Rio

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«Uma cidade só pode ser dinâmica económica com qualidade de vida», defende Ricardo Rio

«Estamos a trabalhar para uma Braga dinâmica, competitiva, coesa do ponto de vista social, constantemente inovadora do ponto de vista económico e da gestão urbana e aberta ao mundo». Foi desta forma que Ricardo Rio descreveu o caminho que a cidade está a percorrer durante uma sessão plenária dedicada ao tema “Braga 2030 – Desafios à Engenharia e à Sociedade”. Falando na conferência, organizada pela Ordem dos Engenheiros – Região Norte, o presidente da Câmara salientou que Braga «é, actualmente, um dos territórios mais inovadores do país ao nível económico, sendo esse um dos traços distintivos do concelho».

«Fruto da cada vez maior ligação às Universidades e ao conhecimento, temos empresas a transformar as suas unidades e a criarem centros de investigação e desenvolvimento. Braga é hoje o sétimo concelho mais exportador do país e essa é uma tendência que certamente se irá reforçar no futuro, já que são várias as empresas que estão a seguir este caminho e a tirar partido desta ligação ao conhecimento produzido nas Universidades», afirmou, Rio, realçando que «a capacidade de inovação tem de continuar a ser um dos principais argumentos para atrair população».

«Para termos um território coeso e com altos níveis de desenvolvimento é essencial existir uma economia dinâmica, com recursos qualificados e capaz de gerar emprego».

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QUALIDADE DE VIDA

O autarca destacou a necessidade de juntar a «componente económica uma qualidade de vida que vá ao encontro das pretensões dos cidadãos».

«Uma cidade só pode ser competitiva se complementar a dinâmica económica com padrões elevados de qualidade de vida. Temos efectuado esforços no sentido de garantir respostas ao nível ambiental. Nesse sentido, temos uma empresa municipal, os TUB, que transporta anualmente mais de 11 milhões de passageiros e outra empresa que faz a gestão integrada e eficaz de todos os serviços ambientais. Por outro lado, importa olhar para as zonas de lazer e fruição da cidade, uma área onde temos um enorme manancial para explorar, sobretudo na ligação com o rio Cávado, um destino lúdico, desportivo e ambiental natural para os bracarenses», disse.

Ricardo Rio destacou ainda a importância de desenvolver uma política consertada do ponto de vista estratégico com as regiões vizinhas. «Tanto ao nível do Quadrilátero como da ligação com a Euro-região, a criação de parcerias resulta numa enorme mais-valia para a criação de uma nova centralidade», finalizou.