Reedição de “Entre Braga e Nova Iorque” -
Variações: génio “incatalogável” em destaque na Biblioteca de Amares

12 anos depois ainda ninguém acrescentou mais nada à bibliografia de António Variações escrita por Manuela Gonzaga. «Entre Braga e Nova Iorque» estava fora de circulação e a autora, em conjunto com a editora, decidiu reeditar o livro revisto e aumentado. Professores universitários portugueses e estrangeiros, cineastas, investigadores, músicos estão a desenvolver trabalhos sobre o músico, nascido em Fiscal, mas sem ter acesso à obra física. «É impressionante a actualidade do Variações», referiu a autora, na apresentação da obra, na Biblioteca de Amares. A sessão foi musicada e cantada pela AFA-Estudos Musicais.

«Ainda hoje é difícil catalogar a música do Variações», referiu Manuela Gonzaga apontando as facetas de António: «criou uma ilha criativa à volta dele. Quem lidava com o músico desconhecia o António Joaquim Ribeiro quem lidava com o António Joaquim Ribeiro sabia pouco da sua vida na música e na barbearia». Variações que não fumava, não se drogava e não bebia álcool era «de uma humildade atroz. Nunca esqueceu as suas raízes e ele tratou sempre bem a sua infância».

Com contrato assinado com uma editora para editar um disco, só quatro anos depois é que se concretiza «porque o que ele fazia não existia em Portugal. Era uma banda de um músico só». Variações que «teve pena do pai não ser vivo no seu momento de glória», amava a mãe e a família: «nunca cortou com a sua raiz».

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Variações em Amares

Depois de uma exposição na Galeria de Artes e desta nova edição do livro apadrinhada pela Câmara Municipal, Amares vai receber a equipa que está a realizar um filme sobre o músico. Três cenas vão ser filmadas no Concelho já no mês de Agosto. «Damos uma certeza vaidade e orgulho saber que ele também é nosso. Temos alguém que faz parte do património colectivo do país, que se impos para o Mundo», referiu à margem da conferência o Vice-Presidente da Câmara, Isidro Araújo.