BRAGA -
Variante da Encosta. Câmara nega abate de uma centena de árvores e acusa promotores de petição de “não conhecer” o local

A Câmara de Braga nega que irá abater “mais de uma centena de árvores” com as obras de requalificação da Variante da Encosta e acusa os promotores de uma petição pública em defesa de “árvores adultas” do local de “não conhecer” a realidade local.

Em nota à imprensa, a autarquia esclarece que, “dada a desinformação existente”, as “alterações previstas em sede de projecto de ampliação e arranjo urbanístico de passeios e ciclovias, o saldo de espécies arbóreas a remover e a replantar é praticamente nulo, não sendo de todo verdade que o município de Braga irá abater mais de uma centena de árvores à luz desta empreitada”.

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E acrescenta que “tais informações só podem ser proferidas e defendidas por quem não conhece a realidade local, o projecto em causa, bem como a forma como o município gere o parque arbóreo no concelho”.

Já antes em declarações à Rádio Universitária do Minho, Miguel Bandeira, vereador do Urbanismo, respondia que o projecto da Variante da Encosta implica sim o abate de árvores, abate esse que, após a conclusão da empreitada, não ultrapassará, contudo, “três árvores”.

“A ideia é de replantar um outro tipo de árvores que, de acordo com os serviços especializados da Câmara, são as mais adequadas para o lugar”, sublinha Miguel Bandeira, que tem sido particularmente visando nas criticas aos projectos de mobilidade financiados pela União Europeia.

Os promotores da petição, que às 19h00 desta terça-feira era subscrito 455 pessoas, argumentam que “existem outras opções”.

“As árvores adultas são fundamentais para a captação de carbono, para o combate à poluição e aos efeitos das alterações climáticas, providenciando ao mesmo tempo sombra para os utentes das vias nos períodos de maior calor, como o que actualmente atravessamos”, afirmam.

Também à Universitária’, Mário Meireles afirma que o projecto de requalificação da ciclovia vai significar que, noutro dos troços, nomeadamente junto à rotunda do McDonald’s, a via ciclável “será interrompida, situação que implicará ao ciclista a obrigação de fazer um percurso diferente, mais longo”.

Miguel Bandeira responde lembrando que é “natural que as ciclovias, em alguns momentos, sejam descontinuadas, pelo nível de tráfego automóvel e para não colocar em causa a segurança dos peões”, e recorda que “é normal a pessoa andar com a bicicleta, ao lado, a pé” nalguns percursos.

Entretanto, os autores da petição criaram no Facebook o grupo público ‘SOS Árvores Av. Lusíadas Braga’, que contava ao final da tarde desta terça-feira com cerca de 130 membros

Vídeo Câmara de Braga

“SOS ÁRVORES AV. LUSÍADAS BRAGA” (ver AQUI)