BRAGA – Vilaminho não aceita “confisco” da Câmara de Braga

BRAGA –
Vilaminho não aceita “confisco” da Câmara de Braga

Os proprietários dos terrenos das Sete Fontes, lugar classificado a 25 de Maio de 2011 como Monumento Nacional, não aceitam aquilo a que chamam de “confisco” que a Câmara de Braga quer levar a cabo.

Em comunicado à imprensa, a Vilaminho que Ricardo Rio, “o autarca da maioria de direita da Câmara Municipal de Braga (CMB), Ricardo Rio, disse que “em 2019 iria avançar o processo de aquisição dos terrenos necessários para a construção do parque eco monumental das Sete Fontes””, tendo defendido, “a legalidade do processo quando desclassificou os terrenos das Sete Fontes”.

“Ora, na verdade, e contrariamente à informação tornada pública, os terrenos da Vilaminho não foram desclassificados, foram sim “alterados de área urbanizável para área urbana, estando estes terrenos inseridos na área de expansão e desenvolvimento da cidade”, refere a Vilaminho, proprietário de várias parcelas de terreno nas Sete Fontes.

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“A Vilaminho “repudia” ainda as afirmações veiculadas pela CMB, através de Paulo Viana, de “total inércia” durante 11 anos”, afirma a empresa, acrescentando que “como é fácil de comprovar, até 2005 a Vilaminho encontrava-se num processo de definição das confrontações dos seus terrenos juntamente com outros proprietários”.

A Vilaminho assegura que “respeitou o processo em curso” e, assim, logo que este foi concluído, “iniciou a apresentação de vários projetos junto da CMB”.

“CRIAR RUÍDO

“Consideramos que as afirmações da CMB pretendem apenas criar ruído, fugindo desta forma à verdade, até porque a mesma tinha conhecimento do processo de definição das confrontações”, volta a sublinhar a Vilaminho.

Segundo este proprietário, o actual executivo “definiu a construção do Ecoparque como prioritária, suspendeu o PDM na área do plano de pormenor das Sete Fontes logo em 2013”,  mas, decorridos mais de cinco anos, “ainda não o aprovou e, mais grave, nem sequer se sabe em que fase está”.

“Não vale tudo, não pode valer tudo”, conclui a Vilaminho.