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CULTURA -
“Semana Santa de Braga” é o tema da XX Edição do Concurso Municipal de Fotografia

O Concurso Municipal de Fotografia celebra, este ano, vinte anos de edições ininterruptas. Ao longo da sua existência, evocaram-se e celebraram-se múltiplas facetas do “nosso” património cultural, incluindo os principais eventos festivos Bracarenses: Braga Romana, Capital Europeia da Juventude, Noite Branca ou Festas de São João. Nesta XX edição, o tema será “A Semana Santa de Braga”, completando-se o quadro de evocação e celebração das mais importantes festividades de Braga.

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OPINIÃO -
As competências para o futuro…

Vivemos num tempo com novos e complexos desafios, mudanças ao nível da evolução da humanidade, em termos demográficos, tecnológicos, económicos, políticos e ambientais, onde é necessário pensar estrategicamente e agir diferente, obtendo novas e adequadas competências para enfrentar o futuro.

A criatividade e inovação como uma ferramenta na obtenção de novas e diferentes ideias, conceitos, aspetos e perspetivas para resolver solucionar e prever atuais e novos problemas, encontrando soluções adequadas e relevantes para as pessoas e organizações.

A Cocriação como capacidade de criação de equipas multidisciplinares de colaboração, trabalho em equipa, de relacionamento com os outros, com o objetivo de compreender o próximo, acrescentando valor e resolver problemas complexos e com diferentes aspetos em análise.

Competências digitais e tecnológicas como procurando encontrar formas e ferramentas de gestão e tratamento de dados no design, comunicação e distribuição de produtos e serviços, num mundo global, onde se procura reduzir as distâncias, com rapidez, comodidade e com preocupações ambientais.

Competências humanas como: a escuta ativa e compreensão do outro, a gestão das expetativas e emoções, a proatividade e resiliência, a adaptabilidade, trabalho em equipa, a aprendizagem contínua e aquisição de novas habilidades e competências, a equidade, a proatividade e a liderança são fundamentais para o futuro.

Nesta perspetiva e segundo o Fórum Económico Mundial (World Economic Forum) verificamos que 50% de todos os colaboradores precisarão de requalificação até 2025, à medida que a adoção da tecnologia aumenta. Aspetos como o pensamento crítico e a resolução de problemas estão no topo da lista de habilidades que os empregadores acreditam que crescerão em destaque nos próximos cinco anos. Habilidades de autogestão; como aprendizagem contínua resiliência, tolerância ao stress e flexibilidade.

A sustentabilidade constitui uma preocupação constante tendo em consideração a fragilidade do planeta, a finitude dos recursos e os ecossistemas, sendo necessário assegurar a continuidade da vida na Terra, através de atividades mais ecológicas, biológicas, sustentáveis e recicláveis, procurando uma coexistência e uma interação com a natureza, minimizando desta forma, o impacto humano na natureza.

EDIÇÃO IMPRESSA -
Pagou 50 mil euros a falso procurador para lhe mudar a medida de coacção

O Ministério Público (MP) acusou, por corrupção activa, um homem de Braga que terá pago 50 mil euros a outro, que se intitulava procurador e que lhe terá prometido alterar a medida de coação de permanência na habitação. A acusação abrange mais duas outras pessoas, a quem é imputado o crime de burla qualificada, na forma consumada, perfazendo um total de quatro arguidos.

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ACTIVIDADE OPERACIONAL -
GNR deteve 502 pessoas em flagrante na última semana

A GNR realizou um conjunto de operações em todo o território nacional, entre os dias 24 de Fevereiro e 2 de Março, que visaram a prevenção e o combate à criminalidade e à sinistralidade rodoviária, como também a fiscalização de diversas matérias de âmbito contra-ordenacional, tendo sido detidas no decorrer das mesmas 502 pessoas em flagrante delito.

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OPINIÃO -
O intestino (O Segundo Cérebro)

Opinião de Hélder Araújo Neto

Psicólogo

A inspiração para este artigo surgiu no dia 14 de fevereiro, dia dos namorados, por via da associação que comummente se produz entre o coração e o amor. No entanto, pensei, se há órgão, verdadeiramente, representativo do amor, esse órgão deveria ser o intestino, o tal que se torna responsável pelas famigeradas «borboletas na barriga». Claro que, esteticamente, seria pouco adequado, porquanto que nos colocaríamos a imaginar os escaparates festivos, das lojas, decorados com intestinos, em lugar de corações, ou, então, um «amo-te Paula», tatuado num viril e apaixonado antebraço, com a imagem de um intestino no lugar do clássico coração perfurado por uma seta. Ora, comecei pelo exemplo do amor, considerando que é uma exemplar forma de começar, seja o que for. Assim, embora o coração também se manifeste, com o aumento da frequência cardíaca, é na barriga (no intestino) que acontecem as maiores alterações.

Na verdade, o amor (a paixão) está em minoria, no que concerne às manifestações intestinais, não sendo, efectivamente, tão entusiasmantes, sendo, por oposição, na sua maior parte, algo perniciosas. No livro “Assim Falava Zaratustra”, de Nietzsche, o sábio – que Zaratustra foi ouvir, nos discursos “Das cátedras da virtude” – dizia assim: «Dez vezes ao dia precisas rir e estar alegre, se não incomodar-te-á, de noite, o intestino, esse pai da aflição». Apoderei-me desta passagem (para não ir mais atrás na história, nomeadamente aos orientais, ficando para as vossas pesquisas, se as quiserdes fazer), para ilustrar que, desde sempre, se sabe que as emoções se manifestam no intestino – para além da, já, referida paixão -,tal como a ansiedade, a depressão, o medo, o próprio nojo, emoções básicas que se manifestam no “Gut”. Mas, então porquê? Qual a explicação? Porque é que o intestino é o nosso segundo cérebro? Responderei, com as limitações habituais de espaço, usando a ciência.

O intestino é diferente de qualquer outro órgão do corpo. O nosso intestino pode funcionar sozinho porque tem autonomia para “tomar decisões” sozinho, não precisando que o cérebro lhe “transmita” o que fazer. No entanto, o intestino “procede” a regulares comunicações com o cérebro, através da existente rede neuronal, comunicante, suportada numa larga base de neurotransmissores, que circulam no sentido do cérebro para o intestino e vice-versa, recorrendo ao nervo Vago, sendo que a maior parte das referidas comunicações processam-se no sentido intestino – cérebro. Ora, o Sistema Nervoso Entérico (assim mesmo designado) é composto por milhões de células, divergindo a teoria aventada no número concreto, conquanto que, desses milhões, cerca de quinhentos milhões são neurónios. Desta forma, podemos perceber que os neurónios não existem, apenas, no cérebro.

A frieza e concretude dos números permite a observância da importância do tema. Assim, setenta por cento das células, do nosso sistema imunológico, vivem no intestino. Mais de noventa por cento da serotonina é, também, produzida no mesmo intestino. Esta serotonina compõe-se como um neurotransmissor que “age”, no âmbito de diversas funções, no organismo, regulando o humor, o sono, o apetite, o ritmo cardíaco, a temperatura corporal, bem como as funções cognitivas. Deste modo, quando os níveis de serotonina se encontram num reduzido número de concentração no organismo – devido, de igual forma, a alterações intestinais -, o resultado redundará em condições de mau humor, insónias, ansiedades e, fundamentalmente, em estados de depressão. Este último parágrafo é importantíssimo e de reflexão obrigatória.

Para finalizar, partilho alguns caminhos possíveis para melhorar a respetiva saúde intestinal: respeitar uma dieta variada, com vista a diversificar o microbioma intestinal; tentar reduzir os níveis de “stress”, fazendo meditação, relaxamento, “mindfulness” (atenção plena) ou ioga; em última instância, ainda que, sempre, relevante, não obstante o acompanhamento das restantes, terapia. Se, eventualmente, se identificarem sintomas problemáticos intestinais, torna-se imperioso evitar o consumo de álcool, de cafeína e de comidas picantes, podendo estes consumos conduzir ao agravamento das condições de saúde. É impreterível que se durma bem, procedendo-se à higienização do sono. A alteração do relógio biológico, e do ritmo circadiano, pode, de igual modo prejudicar o bem-estar do intestino, devido às respetivas alterações dos padrões do sono.