Reabilitada ponte histórica em Guimarães

A Ponte do Soeiro, que liga as freguesias de Gondar e Serzedelo, em Guimarães foi inaugurada depois de uma intervenção profunda de consolidação estrutural, promovida pela Câmara Municipal.

Com um investimento total de 415.274 euros (acrescido de IVA), integralmente financiado pelo município, a empreitada permitiu reabilitar uma ponte de características medievais, em granito e que liga Serzedelo a Gondar sobre o rio Selho. A intervenção foi concebida e acompanhada pela equipa técnica da autarquia.

A ponte está também inventariada como património arqueológico no Plano Diretor Municipal de Guimarães, sendo protegida pelo seu valor histórico e arquitetónico.

Durante a inauguração, Domingos Bragança sublinhou que esta obra representa “um compromisso com a memória e com o território”. Para o edil, “cuidar do património é também cuidar da identidade das comunidades, é afirmar que os valores da história local têm lugar na construção do futuro”.

O presidente da câmara realçou ainda o rigor técnico da empreitada: “Estamos perante um trabalho exemplar de conservação, que respeita o traçado original, os materiais e as técnicas construtivas. Preservar uma ponte destas não é simples. Exige conhecimento arqueológico, sensibilidade patrimonial e um profundo respeito pelo passado. É isso que aqui celebramos.”

Também António Cunha, presidente da CCDR-Norte, elogiou a integração da ponte requalificada na paisagem envolvente. “Esta ponte tem uma luz especial, parece que foi a própria natureza que se moldou a ela. É uma homenagem à história e à beleza de um território que merece ser preservado”, disse. “Guimarães, quando faz, faz bem”, concluiu.

O presidente da Junta de Serzedelo, Cristiano Ferreira, realçou o impacto positivo da requalificação, que incluiu também melhorias nas margens e acessos. “Este espaço é agora mais acolhedor e seguro, afirmou.

Por sua vez, Agostinho Faria, presidente da Junta de Gondar, destacou o orgulho da população local: “A ponte está bonita e digna. É um símbolo de união entre freguesias e entre gerações.”

A estrutura, construída em silhares de granito com aparelho isódomo e perfil em leve cavalete, assenta sobre dois arcos de dimensões distintas, permitindo o escoamento regular do rio e a passagem de caudais mais intensos em época de cheia. 

A intervenção incluiu a consolidação dos pegões, a estabilização do tabuleiro e a salvaguarda das marcas deixadas pelos rodados ancestrais, visíveis na superfície granítica.

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