Apesar de o mercado de smartphones ter abrandado desde o seu auge em 2017, os avanços tecnológicos e a crescente disponibilidade de dispositivos acessíveis em mercados estão a impulsionar os gastos dos consumidores para novos níveis recordes.
Segundo dados da Betideas.com, os gastos anuais globais com smartphones deverão, pela primeira vez, ultrapassar os 500 mil milhões de dólares (425 mil milhões de euros) em 2026. Este valor é equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) de uma economia de médio porte como Portugal.
De acordo com o Relatório Global Digital Overview 2025, no início deste ano já existiam 7,42 mil milhões de smartphones em uso, um aumento de 1,5 mil milhões desde 2020. Se esta tendência se mantiver, o número de smartphones poderá superar a população mundial em 2028.
A procura por smartphones mantém-se alta, impulsionada pela oferta de modelos mais acessíveis e por inovações como câmeras avançadas, ecrãs dobráveis e assistentes inteligentes, que levam os consumidores a atualizar os seus dispositivos com maior frequência.
Dados da Statista revelam que os gastos anuais globais em smartphones já ultrapassam os 400 mil milhões de dólares (340 mil milhões de euros) há mais de uma década. Para 2025, a previsão é de 485 mil milhões de dólares (412 mil milhões de euros). A China lidera este mercado, representando quase um quarto dos gastos globais, seguida pela Europa, com cerca de 80 mil milhões de euros, e pelos Estados Unidos, que contribuirão com mais de 51 mil milhões de euros.
Além do aumento da procura, a receita do setor é impulsionada pela subida dos preços médios dos smartphones. A Statista prevê que o preço médio aumente 3% em 2025, para 252 euros, o primeiro aumento desde 2021. Esta tendência deverá prolongar-se até 2029, com o preço médio a atingir os 279 euros, representando uma subida de 10% face a 2025.












