Pedro Costa (PS) quer “tolerância zero” para os problemas do lixo e defende reorganização interna da Câmara de Amares

O candidato do PS à Câmara de Amares, Pedro Costa, defendeu esta sexta-feira “tolerância zero” para os problemas de recolha de lixo e para as derrapagens orçamentais das obras públicas, considerando necessário proceder a uma reorganização interna da autarquia para tornar o município mais eficiente, desde logo na resposta aos cidadãos.

Num jantar de apresentação das candidaturas no concelho de Amares, que contou com a presença do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, o candidato socialista disse que esta era uma “noite histórica” do início da “mudança necessária no concelho de Amares” e garantiu ter um programa de trabalho “ajustado a cada necessidade” para que isso aconteça.

“Temos de resolver de vez o problema da recolha do lixo, teremos tolerância zero quanto a isso. Só espero que o contrato de concessão que está para ser assinado não impeça o que tem de ser feito para mudar esta triste realidade”, afirmou Pedro Costa, para quem é “essencial” ter um “modelo de gestão transparente e onde os dinheiros públicos são usados com responsabilidade”.

O líder da candidatura do PS garantiu igualmente “tolerância zero às derrapagens” orçamentais em obras públicas e manifestou “preocupação” com o valor da dívida municipal, mas assegurou que não será “desculpa” para “deixar de fazer o que tem de ser feito” no concelho.

Para Pedro Costa, apesar de a autarquia ter “gente de muita qualidade e profissionalismo”, há necessidade de “reorganizar os serviços municipais de cima a baixo”, permitindo aos cidadãos terem resposta às solicitações “no prazo de 24 a 48 horas”. No caso dos pedidos de licenciamentos urbanísticos, o candidato socialista comprometeu-se igualmente a melhorar a eficiência, com “respostas dadas em pouquíssimas semanas”, evitando os atrasos que existem atualmente.

O PS pretende ainda criar uma incubadora de empresas “para que os jovens possam criar os seus negócios”, “valorizar o verde” do concelho e “aproveitar as zonas ribeirinhas, em dois tesouros, o Cávado e o Homem, que estão votados ao abandono”. Pedro Costa aludiu ainda à importância de ter um “plano estratégico para desenvolver a vila termal de Caldelas” e para potenciar o território do ponto de vista turístico.

RECUPERAR PODER

Na parte final do discurso, Pedro Costa disse que “uma das maiores perdas” recentes de Amares “foi o desaparecimento evidente deste território na administração central” e pediu o apoio de José Luís Carneiro no sentido de encontrar “soluções efetivas” que permitam dar resposta a questões que vão para lá da esfera municipal.

“Há muito que ouço falar de uma solução rápida a Braga, mas não tem passado do plano de intenções. Não aceitamos mais adiamentos do projeto. Basta de adiamentos”, apontou, dizendo o mesmo para o caso do Mosteiro de Rendufe, onde “a administração central vai ter de fazer alguma coisa para salvaguardar aquele património”.

“Amares deixou de ser respeitada pelos governantes e por muitos deputados, não todos, também por culpa nossa. E digo porquê: Amares tem de voltar a ter um presidente da Câmara que não tenha medo de se assumir, independentemente do partido. Eu não terei medo, porque acima de tudo sou amarense. Não teremos medo de incomodar”, garantiu.

EQUIPAS APRESENTADAS

Liderada por Pedro Costa, a equipa do PS à Câmara de Amares tinha já definido o atual vice-presidente da autarquia, Delfim Rodrigues, como “número dois” e a presidente da Junta de Bouro Santa Maria, Elisabete Cunha, no terceiro lugar. A tesoureira da Junta de Amares e Figueiredo, Rita Gomes, foi esta sexta-feira confirmada como “número quatro”, conforme “O Amarense” adiantou na edição impressa.

Seguem-se Agostinho Araújo, Helena Freitas e Margarida Silva (JS), que dão corpo a uma “equipa multidisciplinar e com várias formas de ver o concelho”, segundo Pedro Costa. “É esta a equipa que vai produzir a diferença”, assegurou o candidato, que se comprometeu a fazer uma apresentação pública, em breve, para dar a conhecer todo o programa eleitoral. “Nenhum amarense vai ficar sem saber o que queremos fazer”, assegurou.

A candidatura à Assembleia Municipal é liderada por Domingos Paulo Silva e integra, nos primeiros lugares, os nomes de Mónica Silva, Manuel Moreira Bastos, Domingos Júlio Silva, Alexandra Teixeira, Francisco Macedo, Cláudia Ferreira, Bruno Carvalho, Francisco Antunes, Hilário Sá e Diana Carneiro Antunes.

Nas freguesias, o PS concorre com lista própria em 10 freguesias: Amares e Figueiredo (Ricardo Alves), Barreiros (Miguel Almeida), Rendufe (Augusto Soares), Carrazedo (Elsa Ribeiro), Caldelas, Sequeiros e Paranhos (Fernando Pimenta), Ferreiros, Prozelo e Besteiros (Gonçalo Alves), Fiscal (João Sepúlveda), Goães (Luís Fonseca), Bouro Santa Maria (Pedro Antunes) e Dornelas (Reny Xavier). Juntam-se ainda as candidaturas independentes de Lurdes Arantes em Lago e de Luís Coelho em Caires.

O mandatário da candidatura do PS é Francisco Alves, o mandatário para a juventude Bruno Carvalho e o programa autárquico é coordenado por Francisco Macedo.

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