A Iniciativa Liberal (IL) de Vila Verde criticou, esta segunda-feira, a “situação insustentável” que se vive no concelho devido à “falha generalizada” na recolha de lixo, considerando tratar-se de um “risco para a saúde pública” e exigindo respostas da Câmara Municipal.
Em comunicado, o candidato da IL à autarquia acusa o executivo da social-democrata Júlia Fernandes de nada dizer sobre o “caos” na recolha de lixo, de “falta de responsabilidade e de “transparência”.
“Neste momento temos um problema grave de saúde pública. E esta realidade é agravada com a onda de calor que aumenta os riscos para a população e para o ambiente”, alerta Jorge Eiras, que denuncia “a situação insustentável” devido “à falha generalizada” do serviço de recolha de resíduos urbanos, que “há pelo menos duas semanas deixa ruas, praças e contentores cheios de lixo por todo o território”.
O candidato liberal à presidência da Câmara vilaverdense avisa que, “além de comprometer a imagem e a qualidade de vida em Vila Verde, esta situação representa já um sério risco para a saúde pública, devido à proliferação de resíduos e à exposição prolongada da população a condições insalubres, agora ainda mais agravadas pela atual onda de calor”.
Para a Iniciativa Liberal, a situação “revela falhas graves no planeamento e na execução do contrato de concessão do serviço, assim como “uma total falta de responsabilidade e transparência por parte da Câmara Municipal”.
“Mais uma vez, perante uma situação de crise, a Câmara Municipal opta por se fechar sobre si própria e nada dizer aos vilaverdenses. Há duas semanas que assistimos ao acumular do lixo nas ruas, sem uma palavra da autarquia, sem um plano apresentado, sem sequer um pedido de desculpa aos cidadãos”, acrescenta.
Sublinhando que “não é aceitável que a Câmara continue em silêncio perante esta crise”, Jorge Eiras insiste que a população merece “respostas claras e soluções rápidas” para “um problema que põe em causa a saúde e o bem-estar de todos”.
Face à gravidade da situação, a IL refere que vai formalizar pedidos de intervenção da autoridade de Saúde e apresentar queixas junto da delegada de Saúde Pública local, da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), do SEPNA – Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente da GNR, e da própria Câmara Municipal.











