A Saluslive, um centro pediátrico de Braga, investiu mais de quatro milhões na criação de uma nova unidade para combater o que designa como «doenças silenciosas da infância». A instituição alerta que estas problemáticas, que incluem seletividade alimentar, défices de linguagem, problemas de socialização, infeções respiratórias recorrentes e o uso excessivo de ecrãs, poderão crescer 50% até 2030 em Portugal.
Estes sinais, muitas vezes invisíveis para as famílias, têm consequências no desenvolvimento cognitivo, físico e emocional das crianças, afetando milhares de jovens portugueses.
«Estamos perante um novo paradigma de risco no desenvolvimento das crianças. Nunca como hoje se viu tanta recusa alimentar persistente, défice de linguagem ou socialização, distúrbios do sono e problemas respiratórios em idades tão precoces. Posso assegurar que em cada 10 novos pacientes, 3 têm uma destas doenças silenciosas», alerta Raquel Cunha, diretora técnica da Saluslive.
Entre os casos mais frequentes, destacam-se a seletividade alimentar grave, que compromete o crescimento, o sistema imunitário e a saúde emocional; as infeções respiratórias sucessivas, que afetam o rendimento escolar e a qualidade de vida; e o tempo excessivo de ecrãs, com impacto negativo na linguagem, atenção, sono e comportamento.
«Há crianças que não comem nas escolas. São sinais subtis que, se não forem acompanhados por especialistas, comprometem seriamente o desenvolvimento da criança», sublinha Raquel Cunha.
Neste contexto, a Saluslive, instituição especializada em saúde e desenvolvimento infantil, lança um alerta nacional e apresenta o que afirma ser «o único centro pediátrico do país a oferecer respostas clínicas, terapêuticas, educativas e familiares num único local».
Situado em Braga, o novo centro é fruto de um investimento superior a quatro milhões, com mais de 2.000 m² construídos de raiz e uma equipa multidisciplinar de 70 profissionais especializados.
O novo espaço da Saluslive disponibiliza respostas em múltiplas especialidades, desde o acompanhamento na maternidade a terapias convencionais e complementares, formação parental, apoio psicológico, aulas de natação, ATL e oficinas lúdico-educativas.
«Porque há riscos que não se veem, mas cujas consequências podem marcar toda uma vida — respondemos com ciência, experiência e compromisso social», conclui Raquel Cunha.












