A artista amarense Sylvie Castro inaugurou, na passada sexta-feira, uma exposição na Unidade de Saúde Familiar (USF) do Minho, no Carandá, em Braga.
“Da Água à Prata – a viagem criativa da joia” é o nome da exposição, em que “a aguarela surge como nascente e testemunha de um percurso criativo onde a fluidez da cor se transforma no brilho eterno da prata”.
“Cada folha pintada guarda o sopro inicial de uma joia, revelando o instante em que a imaginação se materializa em forma”, explica a USF do Minho.
As obras apresentadas nasceram no âmbito da investigação de doutoramento da artista, onde a água e o pigmento foram alquimia para a conceção de joias carregadas de identidade e significado.
Entre os projetos que compõem este percurso, destaca-se a criação de peças inspiradas nos trajes insulares dos Açores, da Madeira e da Córsega, um diálogo delicado entre o património cultural e a joalharia contemporânea.
O visitante poderá ainda descobrir as aguarelas que deram origem à joia apresentadas na XI ECE Egypt (Bucareste) e na III Atlantic Conference (São Miguel). Esta joia nasceu do encontro entre arte e ciência, tendo como matriz a investigação da egiptóloga Joanna Popielska-Grzybowska, que estuda os hieróglifos inscritos nas pirâmides, que permitiram transformar símbolos milenares em inspiração viva.
Segundo a USF do Minho, “mais do que simples esboços, estas aguarelas são mapas de uma viagem que cruza arte, investigação e memória, conduzindo-nos ao lugar onde a essência de um povo se torna joia intemporal”.
A exposição estará patente até 05 de dezembro.




















