Um farmacêutico de Amares, antigo diretor técnico de uma farmácia, exige uma indemnização de 1,5 milhões de euros ao Estado depois de ter sido julgado e absolvido por burla ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).
De acordo com a edição desta terça-feira do Jornal de Notícias, o ex-diretor da farmácia refere que foi prejudicado por “erros judiciários grosseiros e inadmissíveis” da investigação, que foi “mal feita” pela Polícia Judiciária (PJ).
“Fui o bode expiatório. Nunca deveria ter sido arguido, acusado e, muito menos, julgado, com provas habilidosas e com falsas testemunhas”, garantiu ao JN o farmacêutico, Horácio Antunes, que é natural de Caldelas, no concelho de Amares.
Apesar de ter sido absolvido no julgamento, uma vez que o tribunal não conseguiu provar o autor da burla ao SNS, o antigo diretor refere que foi deserdado pelo pai, cortou relações com a família e está desempregado.
Tudo somado, Horácio Antunes calculou um prejuízo superior a 1,5 milhões de euros e exige ser indemnizado nesse montante. “Quero, com provas irrefutáveis, repor a verdade, enumerando todos os intervenientes no processo e a intenção destes em quererem destruir, irremediavelmente, um ser humano honesto, honrado, com valores e dignidade”, garantiu, citado pelo JN.
Em junho de 2023, conforme então o jornal “O Amarense” noticiou, o Tribunal de Braga absolveu, por falta de provas, o antigo diretor técnico da farmácia Marques Rego, que o Ministério Público acusara de ter burlado o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 15.545 euros. O farmacêutico estava acusado de burla e falsidade informática.
O Tribunal de Braga provou que houve irregularidades, em que a farmácia obteve comparticipações indevidas no valor de 15.550 euros, mas não foi recolhida prova suficiente sobre o autor. Além do diretor técnico, havia mais sete funcionários com acesso ao sistema informático.












