Autárquicas. Candidato do ADN quer proibir “caras tapadas” por burcas nas ruas de Braga

O candidato do partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) à Câmara de Braga afirmou esta quinta-feira que, se ganhar as eleições de domingo, implementará a proibição de andar com a cara tapada na rua, nomeadamente com burca.

Em declarações à Lusa no âmbito da campanha eleitoral, Francisco Pimentel Torres adiantou que, quem violar aquela proibição, “será alvo de detenção policial, por motivos de segurança”.

“Não se admite que alguém ande de cara tapada na rua, isto não é Carnaval. Transmite, desde logo, uma forte sensação de insegurança, além de revelar uma inadmissível submissão das mulheres, o que é simplesmente intolerável numa sociedade democrática”, referiu.

Sublinhou que não se trata de “uma questão de racismo ou xenofobia”, mas essencialmente de segurança e de respeito pela cultura e costumes de Portugal.

“Quem vem para cá, tem de se habituar e ajustar aos nossos costumes. Um véu ainda é admissível, mas burca não, de todo”, acrescentou.

Segundo Francisco Pimentel Torres, a fiscalização ficaria confiada à Polícia Municipal (PM), que o ADN quer dotar de mais meios e efetivos, mas também de mais poderes.

O partido quer que a PM implemente uma “fiscalização séria e frequente” nos bairros problemáticos e tenha poder para nos campos do tráfico de droga, furto de eletricidade e água, carros abandonados, lixo, ao pagamento das rendas de casa e não frequência da escola obrigatória pelas crianças,

“Dotaremos a Polícia Municipal de meios para patrulhas durante a noite e aumentaremos os seus efetivos, assim como promoveremos a abertura de mais uma esquadra, na vila de Gualtar”, garantiu Francisco Pimentel Torres.

Uma fiscalização eficaz por videovigilância nas “zonas da noite”, como bares universitários e discotecas, e nos bairros problemáticos, com tolerância zero para a delinquência, vandalismo, drogas e ocupações ilegais, são outras das propostas.

O ADN quer ainda implementar uma “fiscalização séria” nas feiras e mercados, com incidência nos produtos contrafeitos, licenças e trabalho infantil.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS