Pedro Costa, candidato do PS à Câmara de Amares: “Precisamos de recuperar a qualidade de vida”

O candidato do PS, Pedro Costa, considera que é uma «verdadeira emergência» responder ao «desleixo na manutenção dos espaços públicos – com a caótica recolha de lixo a ser o mais visível» e à «desorganização dos serviços» municipais para ser possível «recuperar a qualidade de vida que se perdeu em Amares».

De forma resumida, quais são as principais prioridades da candidatura?

Temos um plano de trabalho que construímos nos últimos meses em função de um diagnóstico e de uma verdadeira auscultação das pessoas. Acreditamos que vai colocar Amares, de novo, no patamar de desenvolvimento que merece e vamos recuperar o tempo perdido, com uma aposta clara nas áreas que definimos como verdadeiras missões: Despertar a Marca Amares e a Economia Local; Promover a Felicidade e o Bem-Estar Social; Fixar Jovens e Talento; e Prestar Serviços Municipais de Excelência.

O nosso foco e as nossas medidas estão todas pensadas para cumprir estas quatro grandes missões. Há medidas de curto prazo que estão definidas, como a rede de ATL e a recuperação das escolas e da relação com a comunidade escolar, a recuperação das zonas ribeirinhas, as estradas, o apoio técnico às Juntas de Freguesia e outras organizações, por exemplo. Mas o desenvolvimento planeia-se a médio e longo prazo e nesse particular acredito que, por exemplo, a fundação de uma Cooperativa Ambiental, que trabalhará no potencial agroflorestal e os resíduos verdes, o Festival Nacional Variações, ou a instalação de um Hub Jovem e uma incubadora de pequenas empresas, para os jovens explorarem as suas ideias de negócio, são algumas das ideias fortes que vão garantir um futuro que será muito diferente.

O que é mesmo imprescindível fazer em Amares no próximo mandato?

A principal prioridade é a recuperação urgente da qualidade de vida que se perdeu em Amares. O desleixo na manutenção dos espaços públicos – com a caótica recolha de lixo a ser o mais visível – e a desorganização dos serviços são uma verdadeira emergência. Vamos reorganizar os serviços, que se tornarão muito mais eficientes e de verdadeiro serviço às populações, onde os seus profissionais serão mais reconhecidos e valorizados. Mas também temos de planear e preparar projetos para o território, para aproveitar o máximo de fundos comunitários disponíveis, que sem projetos prontos continuarão a ser desperdiçados e o desenvolvimento adiado. Há um trabalho de grande abrangência a fazer, onde tudo parece urgente, por isso nós temos um plano para implementar progressivamente e introduzir uma grande mudança.

Se for eleito, qual será a primeira medida a tomar?

Diagnóstico profundo. Ninguém pode pensar em entrar numa casa e mudar tudo de impulso. Embora nós tenhamos conhecimento do que existe naquela casa, as primeiras horas de trabalho serão de observação de tudo o que está a acontecer, diagnosticar, para depois atuar na organização dos serviços. Ao mesmo tempo, colocaremos em marcha o projeto de mudança que temos pronto. Nos primeiros meses as diferenças vão ser notadas muito claramente. Em seis meses os amarenses notarão uma diferença clara. Nos próximos anos deixaremos de ser o “patinho feio” da região. Seremos um território mais competitivo, com qualidade de vida e muito mais respeitados pelos nossos pares e administração central. Não abriremos mão disso.

Por que devem os amarenses votar em si?

Por vários motivos, desde logo porque tenho uma equipa muito forte, experiente e preparada. Estamos mesmo muito motivados para implementar uma nova dinâmica no concelho. Fomos a primeira candidatura a apresentar um projeto autárquico e isso prova que nós temos uma noção muito clara do que é necessário fazer. Quem puder ler o nosso programa vai perceber o projeto claro e forte que propomos, com medidas, algumas delas de clara rutura com o passado e verdadeiramente inovadoras.

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