Mateus Marley Machado, o brasileiro suspeito de ter assassinado o jovem bracarense Manuel Gonçalves (“Manu”) à facada, nas imediações do Bar Académico, em Braga, foi formalmente acusado pelo Ministério Público (MP) de homicídio qualificado e detenção de arma proibida. O MP pede, como pena acessória, que o alegado homicida seja expulso do país.
“No dia 17.10.2025, o Ministério Público no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] da Procuradoria da República de Braga [Guimarães, 1.ª secção] deduziu acusação contra um arguido imputando-lhe a prática de um crime de homicídio qualificado e um crime de detenção de arma proibida”, refere uma nota publicada no site da Procuradoria-Geral Distrital do Porto.
O Ministério Público considerou indiciado que no dia 12 de abril, pelas 01h18, num dos espaços interiores do bar académico da Universidade do Minho, a vítima confrontou um dos elementos que integravam o grupo do arguido, por ter tido a perceção de que um deles teria adulterado a bebida de uma jovem cliente do estabelecimento.
“Indiciou ainda que, já na via pública, em frente ao bar académico, iniciou-se uma contenda, com confrontos físicos e, nesse contexto, o arguido na posse de uma faca e, empunhando e brandindo a mesma, avançou de encontro ao ofendido, que estava desarmado e, uma vez junto deste, desferiu-lhe três golpes, atingindo-o mortalmente”, acrescenta a mesma nota.
O Ministério Público requereu a aplicação ao arguido, que se encontra em prisão preventiva, da pena acessória de expulsão do país.












