O novo presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, garantiu esta sexta-feira que vai “manter o que de bem se faz e corrigir o que não tem estado bem” no município, apontando o urbanismo e os fundos comunitários como áreas de intervenção imediata para “projetar o futuro do concelho”.
“Serei o presidente de todos os amarenses. Não alinho na ideia de que tudo está mal, mas quero agir. Quero perceber o estado da nação, manter o que se faz de bem, que é muita coisa, mas corrigir o que não tem estado bem. Temos de projetar o futuro”, disse o novo autarca, eleito pelo PSD, no discurso realizado durante a cerimónia de posse, que teve o presidente cessante, Manuel Moreira, a assistir na primeira fila.
No caso do urbanismo, Emanuel Magalhães salientou que o estado atual “não é de todo aceitável” e comprometeu-se a agilizar a análise dos processos de licenciamento, reduzindo os tempos de espera. Garantiu igualmente que se debruçará sobre a área dos fundos comunitários para perceber “o que está aprovado e que candidaturas existem” nessa matéria.
O novo presidente da Câmara de Amares lembrou, no entanto, que o município “assumiu algumas responsabilidades”, como a concessão da recolha do lixo, que terão de ser devidamente acompanhadas e fiscalizadas.
“O município assumiu algumas responsabilidades, nem sempre concordei com todas, mas temos de garantir que os cadernos de encargos sejam cumpridos rigorosamente. Temos de assumir uma posição diferente nessa matéria, um papel mais fiscalizador e mais interventivo”, afirmou, apontando como exemplo as intervenções no espaço público, por entidades externas, para colocação de gás. “O que tem acontecido no gás é completamente inaceitável e não vai repetir-se, podem ter a certeza”, vincou.
PEDIDO DE TOLERÂNCIA
Sem ter maioria no executivo municipal, Emanuel Magalhães disse que vai “pedir opinião” aos restantes vereadores – que classificou como “parceiros” – e garantiu que será um aliado das Juntas de Freguesia e das instituições do concelho. “Peço tolerância para algumas situações que podem não ter resultados imediatos, como por vezes são criadas expectativas”, admitiu, comprometendo-se a “trabalho árduo” desde já.
O novo autarca de Amares aproveitou também a presença de deputados e eurodeputados, como Carlos Cação e Paulo Cunha, para reiterar o “pedido de ajuda” para desenvolver o concelho. “Amares está a 15 quilómetros de Braga, mas muitas vezes longe”, lamentou, colocando as acessibilidades, a saúde e a classificação como território de baixa densidade como prioridades que necessitam do “empenho” de outras entidades.
O PSD venceu as eleições autárquicas para a Câmara de Amares com 36,28% dos votos, com o PS a ficar em segundo (26,58%), seguido pelos movimentos independentes Renascer Amares (17,23%) e Amar e Servir Amares (9,11%).
Presidido por Emanuel Magalhães, o novo executivo camarário de Amares integra outros dois elementos eleitos pelo PSD (Cidália Abreu e João Januário Barros), dois vereadores do PS (Pedro Costa e Delfim Rodrigues), um do movimento independente Renascer Amares (Álvaro Silva) e um do movimento independente Amar e Servir Amares (Rui Tomada). Todos foram empossados formalmente esta sexta-feira, numa cerimónia que abriu ao som do músico Luís Capela, que evocou o poeta Sá de Miranda.






































