Braga assinala Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

Mercado municipal de Braga, Dia internacional para eliminação da violência contra as mulheres, com a presença da plataforma do pandemónio. 24 de Novembro de 2025

Braga assinalou o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres com um programa que ocupou vários pontos da cidade. O município preparou um alinhamento que misturou cultura, debate e participação cívica, numa tentativa clara de puxar o tema para o centro da vida comunitária e reforçar a ideia de que a prevenção não se faz apenas com campanhas, mas com presença.

As actividades espalharam-se pelo dia inteiro. Quem passou pela Praça – Mercado Municipal encontrou o espectáculo comunitário “Vox Populi”, da Plataforma do Pandemónio, uma peça coral construída ao longo de três meses. As mediadoras, Marta Moreira e Marisa Oliveira, conduziram um grupo improvável: miúdos do Agrupamento de Escolas Alberto Sampaio, ranchos folclóricos de Nogueira e Lamaçães, além de moradores que foram aparecendo nos ensaios. O resultado final soou quase como uma memória colectiva a ganhar corpo.

No Museu Nogueira da Silva, a reflexão ganhou outro tom. A mesa-redonda “Desafios na Prevenção e Combate à Violência Doméstica: Que futuro?” juntou especialistas e profissionais que lidam diariamente com o tema. A moderação ficou a cargo de Susana Mota, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género. À mesa sentaram-se Andreia Machado, da Universidade Lusófona, Marta Mendes, responsável pelo Gabinete de Apoio à Vítima da APAV de Braga, e Maria Amorim, do Espaço Igual, ligada à Cáritas Arquidiocesana. Entre dados, relatos de terreno e pistas para o que ainda falta fazer, a conversa acabou por sublinhar que o futuro passa tanto pela intervenção institucional como pela capacidade de cada comunidade em agir.

No conjunto, o programa deixou a sensação de que a cidade quis ir além da mera efeméride. Houve espaço para ver, ouvir, falar e, sobretudo, reconhecer que a eliminação da violência contra as mulheres continua a exigir trabalho diário – dentro e fora das salas onde se debate o tema.

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