O preço do ouro voltou a atingir um máximo histórico esta segunda-feira, 22 de dezembro, ao alcançar os 4.383,76 dólares por onça, superando o recorde registado em outubro deste ano. A subida acontece num contexto de crescente expectativa de que a Reserva Federal norte-americana (Fed) avance com novas descidas das taxas de juro em 2026.
Os investidores reagiram a indicadores económicos divulgados na última semana que revelam um abrandamento do mercado de trabalho nos Estados Unidos e uma desaceleração da inflação, fatores que reforçam a previsão de uma política monetária mais flexível por parte do banco central norte-americano.
Além disso, a paralisação orçamental nos EUA, a guerra comercial liderada por Donald Trump e os crescentes riscos geopolíticos internacionais têm impulsionado a procura pelo ouro, tradicionalmente visto como um ativo seguro em períodos de instabilidade, especialmente perante a perda de confiança no dólar.
O metal precioso já havia alcançado um recorde em outubro, quando atingiu 4.381,52 dólares por onça, traduzindo um aumento acumulado de 67% desde o início do ano.
Contudo, especialistas lembram que movimentos de correção são prováveis. Após o recorde de outubro, o ouro sofreu uma queda superior a 5% no dia seguinte, resultado de vendas para realização de lucros — uma oscilação que não se verificava desde os meses iniciais da pandemia de Covid-19, em 2020.
Com a instabilidade económica global longe de terminar, analistas preveem que o ouro se mantenha como um dos ativos financeiros mais procurados pelos investidores nos próximos meses.












