A Câmara de Amares aprovou esta segunda-feira, por maioria, uma proposta para a repartição de encargos financeiros, pelos anos de 2026 e 2027, quanto à obra de requalificação da Rua de Cintura, em Ferreiros.
A obra tem um custo total de cerca de 836 mil euros, sendo que a despesa estimada no próximo ano é de 530 mil euros, ficando o restante para 2027.
A proposta teve os votos favoráveis dos eleitos do PSD (João Januário Barros e Cidália Abreu), do PS (Delfim Rodrigues e Elisabete Cunha) e do Amar e Servir Amares (Rui Tomada). O vereador do Renascer Amares, Álvaro Silva, votou contra, dizendo que o município “falhou no dever legal de planeamento rigoroso”.
“O orçamento para 2026, aprovado há poucos dias, contemplava o total desta empreitada”, começou por dizer, salientando que a proposta foi levada a reunião de Câmara “sem qualquer relatório técnico, sem enquadramento jurídico e sem nota justificativa”.
Para Álvaro Silva, “este pedido não pode ser tratado como mero ato administrativo ou técnico”, sendo antes uma “correção política, tardia, a um orçamento mal realizado”.
A resposta foi dada pela chefe de divisão de obras municipais, Bernardete Guimarães, que disse que a repartição de encargos está “unicamente relacionada com o prazo da empreitada”. “O Tribunal de Contas é muito claro quanto a isso, pede sempre a despesa pelos vários anos em que decorre a empreitada”, salientou.












