Aviso vermelho. Vento pode atingir os 140 km/h na próxima madrugada

A próxima madrugada será marcada por condições meteorológicas adversas no Minho, com destaque para o vento forte a muito forte, segundo os avisos emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

A partir da meia-noite, o vento começará a intensificar-se, com rajadas da ordem dos 100 km/h, podendo atingir os 120 km/h nas serras. Entre as 03h00 e as 06h00, o IPMA eleva o aviso para vermelho, prevendo rajadas que podem chegar aos 140 km/h. Após esse período, o aviso desce para laranja até às 06h00, mantendo-se a previsão de rajadas até 100 km/h, e até 120 km/h nas terras altas.

CHUVA FORTE DE REGRESSO 

A este cenário junta-se a precipitação, que acompanhará o período mais crítico. Está em vigor aviso amarelo entre as 03h00 e as 09h00 desta terça-feira, devido a períodos de chuva por vezes forte, e um novo aviso amarelo entre as 21h00 desta terça-feira e as 09h00 de quarta-feira, por precipitação persistente e pontualmente intensa.

NEVE ACIMA DOS 600 A 800 METROS 

Mantém-se ainda o aviso laranja para queda de neve até às 06h00 de quarta-feira. A previsão aponta para neve acima dos 600 a 800 metros de altitude, com acumulação até 10 centímetros, podendo atingir 20 centímetros acima dos 1000 metros. O IPMA alerta para possíveis impactos, como condicionamento ou interdição de vias, formação de gelo, danos em estruturas e árvores e perturbações no abastecimento local.

NO MAR: ONDAS DE 16 METROS 

No litoral, as condições do mar também motivam preocupação. Até às 03h00 vigora aviso laranja de agitação marítima, com ondas de noroeste entre os 5 e os 7 metros, podendo atingir 12 metros de altura máxima. Entre as 03h00 e as 21h00, o aviso passa a vermelho, prevendo-se ondas de oeste e noroeste com 7 a 8 metros e altura máxima até 14 metros, com período de pico entre 16 e 18 segundos. A partir das 21h00, o aviso volta a laranja, mantendo-se a previsão de ondas entre os 5 e os 7 metros, podendo atingir 12 metros.

As autoridades recomendam especial prudência, evitando deslocações desnecessárias durante o período mais crítico, reforçando a necessidade de fixação de estruturas soltas, cuidado na circulação rodoviária, sobretudo em zonas arborizadas e de maior altitude, e afastamento das áreas costeiras mais expostas à agitação marítima.