A Câmara de Amares aprovou esta quinta-feira, por unanimidade, o projeto de execução para a requalificação da Escola Secundária, num valor superior a 17,7 milhões de euros, que será candidatado à linha de financiamento aberta pelo Governo no âmbito do Programa Escolas.
Segundo a proposta votada pelo executivo, o valor inclui a substituição de mobiliário e equipamentos escolares, assim como as instalações provisórias que terão de ser colocadas durante o espaço temporal em que decorrerem as obras.
No período de discussão, o vereador do movimento Renascer Amares, Álvaro Silva, disse que a intervenção “é há muito necessária”, mas pediu esclarecimentos precisamente devido ao montante do projeto. “Em 2024 falava-se em nove milhões, depois em 12, em 14 e agora são 17. Este montante está de facto assegurado? Estes valores não podem pôr em causa a execução da obra?”, perguntou.
A preocupação foi acompanhada pelo vereador do PS Pedro Costa, que perguntou também se já existia validação por parte da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) quanto ao projeto, “algo que é indispensável para que a candidatura seja bem sucedida”.
A resposta foi dada pelo técnico do município responsável pelo processo, que disse que os 17 milhões resultam da aplicação dos valores de referência disponibilizados no aviso lançado pelo Governo.
“A candidatura vai ser analisada em função dos valores de referência. Se apresentássemos um orçamento abaixo correríamos o risco de perder financiamento”, explicou João Ferreira.
O técnico garantiu que o projeto está validado pela DGEstE e que tem trabalhado em articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, já que esta é uma linha criada para intervencionar determinadas escolas.












