A cidade de Guimarães prepara-se para viver um amplo programa cultural e religioso com a iniciativa “Da Quaresma à Páscoa”, que decorre entre 20 de março e 12 de abril, transformando o território num palco de celebração do património, da fé e da identidade local.
A programação foi apresentada esta terça-feira, 17 de março, no Museu de Alberto Sampaio, e resulta de uma colaboração alargada entre o Município de Guimarães, paróquias, irmandades, instituições culturais e diversas entidades do concelho.
Na sessão de apresentação estiveram presentes a vereadora da Cultura e Turismo, Isabel Ferreira, a diretora do museu, Maria de Lurdes Rufino, o pároco Paulino Carvalho, o curador José Carlos Miranda e o diretor artístico César Viana.
Segundo Isabel Ferreira, a iniciativa reflete um esforço coletivo alargado. “Esta programação resulta do trabalho colaborativo de um conjunto muito alargado de entidades do nosso território”, afirmou, destacando também a dimensão comunitária e descentralizada do projeto.
Um dos momentos centrais é a exposição A Paixão em Guimarães, que se inicia a 20 de março e propõe um percurso espiritual por igrejas e espaços patrimoniais da cidade. A mostra reúne arte sacra organizada em torno de símbolos bíblicos como a Arca, o Cordeiro, o Trono e o Pelicano, procurando facilitar a interpretação das obras junto do público.
O programa inclui ainda diversas celebrações religiosas, como procissões, via-sacras, missas e o tradicional Compasso Pascal. A abertura oficial destas iniciativas acontece a 22 de março, com a Procissão dos Santos Passos, envolvendo várias igrejas do centro histórico.
Outro destaque é o Festival Internacional de Música Religiosa de Guimarães, que decorre entre 27 de março e 4 de abril, levando concertos a igrejas e espaços históricos. Sob direção de César Viana, o festival reúne agrupamentos nacionais e internacionais, promovendo repertórios que vão da música antiga à contemporânea.
O Museu de Alberto Sampaio assume também um papel relevante na mediação cultural, apostando na formação de guias e na criação de materiais interpretativos para facilitar o acesso ao património religioso.
Para além da vertente espiritual e artística, a programação integra atividades como fins de semana gastronómicos, oficinas de bordado em espaço público, iniciativas educativas e um mercado de flores associado ao Domingo de Ramos, valorizando o património imaterial e os ofícios tradicionais.
A iniciativa envolve ainda um vasto conjunto de parceiros, incluindo a Sociedade Musical de Guimarães, A Oficina – Centro de Artes e Mesteres Tradicionais, o Arciprestado de Guimarães e Vizela, a Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e dos Santos Passos, entre outras entidades, refletindo o forte envolvimento da comunidade na construção de uma programação que une cultura, fé e identidade.














