Póvoa de Lanhoso apresentou o projeto de valorização do Santuário Rupestre de Garfe, numa iniciativa que pretende reforçar a oferta patrimonial do concelho e aproximar a população de um dos seus mais relevantes vestígios arqueológicos.
A sessão pública decorreu no Salão Paroquial de Garfe, no passado dia 19 de abril, e contou com a presença da vice-presidente e vereadora da Cultura, Fátima Moreira, do presidente da Junta de Freguesia, António Sá, do padre Luís Fernandes, do ex-autarca Paulo Gregório e do arqueólogo municipal Orlando Fernandes.
Projeto aposta na preservação e acessibilidade
O plano de intervenção apresentado pela autarquia prevê a valorização do espaço arqueológico através de ações já em curso, como a limpeza do acesso e a delimitação da área envolvente. Foi igualmente criado um trilho pedonal acessível a pessoas com mobilidade reduzida, integrando o santuário na futura Rota dos Monumentos Inclusivos do concelho.
Segundo a vereadora da Cultura, o projeto pretende não só preservar o património, mas também envolver a comunidade local na sua valorização. A responsável destacou ainda o papel das associações e coletividades da freguesia, sublinhando a importância do sentimento de pertença em torno do monumento.
Programação cultural e educativa ao longo do ano
O plano de atividades para 2026 inclui um conjunto de iniciativas culturais, educativas e recreativas. Já decorreram visitas guiadas com alunos da EPAVE, estando prevista uma nova ação com estudantes da Escola Secundária.
No dia 17 de maio terá lugar a inauguração das intervenções estruturais, com animação musical da fanfarra do CNE, do Núcleo da FNA de Garfe e do Rancho Folclórico, além da apresentação da performance teatral “O Sinal dos Deuses”.
Durante o verão estão previstos Jogos Escutistas, integrados nas comemorações dos 30 anos do Agrupamento de Escuteiros de Garfe, bem como Jogos Tradicionais. Já em dezembro, o santuário acolherá a construção de um presépio, passando a integrar a Caminhada dos Presépios da região.
Património com relevância arqueológica
O arqueólogo municipal, Orlando Fernandes, destacou a importância científica do sítio, conhecido popularmente como “Pias dos Mouros”, sublinhando a sua relevância enquanto exemplar raro de arte rupestre na Península Ibérica e a necessidade de preservação cuidada.
A sessão incluiu ainda um momento cultural protagonizado pelo Grupo Coral de Garfe, que apresentou uma peça musical dedicada ao santuário.
Classificado como Sítio de Interesse Público desde 30 de março de 2020, o Santuário Rupestre de Garfe integra agora uma estratégia mais ampla de valorização do património arqueológico da Póvoa de Lanhoso, reforçando a ligação entre identidade local, cultura e turismo.













