Álvaro Silva quer que Câmara de Amares identifique terrenos para criar novo parque industrial

O vereador do movimento Renascer Amares, Álvaro Silva, questionou esta quinta-feira o executivo sobre o trabalho feito para a criação de uma nova área de acolhimento empresarial no concelho, sublinhando que se trata de algo “determinante” e que “sem zonas industriais modernas não há desenvolvimento económico”.

No período de antes da ordem do dia da reunião de câmara, Álvaro Silva disse que esta “foi uma das principais promessas eleitorais” do atual presidente da autarquia, Emanuel Magalhães, numa lógica de atração de empresas e de criação de emprego no concelho. “Foi uma promessa importante, que criou expectativas”, salientou.

Nesta fase, o vereador sublinhou que o município deve “começar a pensar” na criação de um novo parque, com “visão, ambição e estratégia”. “Não podemos continuar a remendar o passado”, sublinhou, considerando que o concelho de Amares “perde oportunidades de investimento” por não oferecer as melhores condições às empresas, que “acabam por sair” para outros territórios.

“Temos de passar das intenções às decisões. Onde poderá localizar-se o novo parque? Já foram identificados terrenos? Já se iniciaram contactos com os proprietários? Será necessário alterar o PDM? Um parque não surge de um dia para o outro. Os primeiros meses [de mandato] foram para resolver problemas herdados do passado, mas governar é sobretudo construir o futuro”, defendeu Álvaro Silva.

“BRAÇOS ABERTOS”

Na resposta, Emanuel Magalhães garantiu que o município está “de braços abertos” para apoiar as empresas, nomeadamente através de uma “via verde” para acelerar os processos que dão entrada nos serviços da autarquia, e lembrou que apenas tomou posse no final de outubro.

“O programa eleitoral que apresentamos é para quatro anos, não para quatro ou cinco meses”, disse o autarca, que garantiu não ser “homem de redes sociais” para mostrar o trabalho feito internamente. “Não publico todos os dias aquilo que faço, mas, se o fizesse, se calhar a avaliação seria diferente”, afirmou.

Emanuel Magalhães acrescentou que, neste momento, há processos de licenciamento de ampliação de empresas “de vários milhões de euros”.

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