A Junta de Freguesia de Lago, no concelho de Amares, traçou um conjunto alargado de prioridades para o atual mandato, com enfoque na melhoria das infraestruturas, no reforço das respostas sociais e na promoção da coesão comunitária, assumindo como objetivo central a transformação da freguesia num território mais dinâmico e inclusivo.
Entre os principais projetos destaca-se a criação de um parque infantil, apontado como prioridade imediata do executivo liderado por Fernanda Araújo, em resposta a uma das necessidades mais identificadas pela população. Paralelamente, a falta de uma creche surge como uma das maiores preocupações sociais, sendo considerada essencial para apoiar famílias e fixar população jovem.
No plano das infraestruturas, a requalificação do Edifício da Geira surge como um projeto estruturante, com a ambição de ali instalar serviços de proximidade, espaços de convívio e valências comunitárias. A par disso, a pavimentação da Avenida do Rio Homem e a valorização da zona ribeirinha de Felinhos integram a estratégia de melhoria da rede viária e dos espaços de lazer.
A mobilidade e a organização do território são também áreas críticas identificadas pelo executivo. A presidente da junta aponta limitações ao nível do Plano Diretor Municipal (PDM), que condicionam o crescimento habitacional, e critica a atual configuração da entrada da freguesia pela Ponte do Bico, defendendo a requalificação da rotunda da Geira e o embelezamento do espaço.
Ainda no domínio das acessibilidades, a ausência de ligação dos Transportes Urbanos de Braga (TUB) à freguesia é vista como uma lacuna significativa, com impacto direto na mobilidade dos moradores e no aumento do tráfego automóvel.
No campo desportivo, está prevista a requalificação do Campo de Jogos da AD Lago, com a construção de uma bancada coberta e melhoria das condições para atletas e público.
A componente social assume igualmente um papel central na estratégia do executivo, com a aposta em atividades intergeracionais, formação e serviços de proximidade, visando combater o isolamento, especialmente entre a população idosa, e reforçar o sentimento de comunidade.
Neste âmbito, o projeto da Unidade de Cuidados Continuados Integrados ‘Nossa Senhora das Dores’, orçado em cerca de oito milhões de euros, é encarado como uma resposta estruturante para a freguesia, contando já com financiamento parcial assegurado.
Com uma visão integrada para o território, o executivo de Lago procura assim conciliar crescimento, qualidade de vida e coesão social, num mandato marcado pela proximidade à população e pela aposta em soluções concretas para os desafios locais.
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