A Vila do Gerês, em Terras de Bouro, recebeu este domingo centenas de visitantes para assistir à XX edição da Subida da Vezeira, uma das mais emblemáticas manifestações da cultura pastoril do Norte de Portugal e símbolo vivo das tradições ancestrais ligadas à serra e à transumância.
Ao longo da manhã, a principal artéria da vila termal transformou-se no palco da tradicional passagem do gado, recriando uma prática comunitária secular associada à condução dos animais para os pastos de altitude durante os meses de verão.
A iniciativa reuniu as vezeiras de Vilar da Veiga e Rio Caldo, protagonistas de um ritual pastoril profundamente enraizado na identidade das populações serranas do Gerês.
O desfile do gado pelas ruas da vila voltou a assumir-se como o ponto alto da programação, atraindo residentes, turistas e curiosos interessados em assistir a uma das imagens mais representativas do património rural minhoto.
A componente etnográfica da iniciativa prosseguiu com atuações do Rancho de Paradela e do Rancho de Valdozende, que animaram a manhã com danças e cantares tradicionais.
TARDE DE CHEGA DE BOIS, GASTRONOMIA E ANIMAÇÃO POPULAR
Ao meio-dia abriu ao público a prova gastronómica dedicada aos sabores típicos da região, acompanhada por música popular, concertinas e charanga, reforçando o ambiente de convívio comunitário que caracteriza o evento.
Durante a tarde realizam-se as tradicionais “chegas de bois”, prática ancestral associada à raça barrosã e uma das expressões mais antigas da cultura agro-pastoril do Norte do país, continuando a despertar forte interesse entre apreciadores das tradições rurais.
O encerramento da XX Subida da Vezeira está marcado para as 17h00, com animação musical a cargo de Irmãos Pires & Amigos, através de concertinas e cantares populares.
Mais do que uma celebração popular, a Subida da Vezeira afirma-se como um importante momento de valorização e preservação do património cultural imaterial do território do Gerês, promovendo a continuidade das práticas comunitárias ligadas à pastorícia, à vida serrana e à memória coletiva das populações locais.






















































