Os presidentes das câmaras de Braga e Guimarães, João Rodrigues e Ricardo Araújo, respetivamente, ambos do PSD, selaram esta terça-feira o início do processo de criação da Área Metropolitana do Minho (AMM).
O início do processo foi anunciado no final de um encontro que os dois autarcas mantiveram na Falperra, numa unidade hoteleira situada nos limites dos dois concelhos.
“Foi assumido por ambas as câmaras municipais e pelos seus presidentes que se inicia aqui, hoje, o espoletar da criação de uma Área Metropolitana de Minho”, afirmou João Rodrigues, em declarações aos jornalistas.
Acrescentou que o processo que “não está apenas centralizado” naquelas duas câmaras, mas sublinhou que Braga e Guimarães, por terem os dois maiores polos urbanos da região, têm a “obrigação” de avançar.
“Não podemos permanecer nesta ideia, que se vem consolidando ao longo dos últimos anos, de estarmos a prometer, prometer, prometer. Prometer estudar, prometer pensar”, apontou.
Para o autarca de Braga, a criação da área metropolitana “é um assunto claramente assumido pelas diversas forças políticas” e “as próprias comunidades claramente partilham e percebem que este é o caminho a seguir”.
“Há uma série de áreas onde essa vida metropolitana já se sente e é importante que, para que essa vida metropolitana traga ainda mais qualidade de vida aos cidadãos e traga melhoria à vida das diversas comunidades, que tenhamos os instrumentos necessários para podermos promover melhores políticas, para podermos fazer desta uma região melhor do que aquilo que já é”, disse ainda João Rodrigues.
Acrescentou que este passo só foi possível porque hoje Braga e Guimarães têm presidentes de câmara “que se dão bem, que falam um com o outro e que fazem questão de intensificar este diálogo daqui para a frente”.
Já o autarca de Guimarães afirmou que este dia “faz história”, já que foi dado “um passo” concreto no sentido da criação da Área Metropolitana do Minho.
“Temos conversado muito sobre isto, com outros concelhos, com outros municípios, há vários estudos a serem desenvolvidos, a serem concretizados, mas creio que há hoje uma sensação na região da vantagem que traz a criação de uma nova estrutura que permita a coordenação, o planeamento e a operacionalização de políticas conjuntas”, disse Ricardo Araújo.
Sublinhou que a região precisa de “ter uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa” e de “uma estrutura que implemente depois políticas, que seja capaz de obter financiamentos, que seja capaz de se pôr em consonância e poder implementar políticas também conjuntamente”.
“E é isso que nós hoje estamos aqui a fazer e a dizer claramente”, frisou.
Segundo João Rodrigues, já têm sido estabelecidos contactos com os concelhos que integram as comunidades intermunicipais do Cávado e Ave, que deram para perceber que a criação da área metropolitana “é algo comummente aceite” pelas diversas forças políticas representadas na região e por quem exerce, de facto, responsabilidades executivas nos diversos municípios.
“Sendo certo que só vem quem quer”, acrescentou, frisando que não haverá exclusão de ninguém.
Ricardo Araújo adiantou que, “no presente ou no futuro”, o processo poderá vir a ser alargado a outros municípios, incluindo também Viana do Castelo.

















