Câmara de Amares continua à espera de aprovação de candidatura para requalificar Escola Secundária

A Câmara de Amares ainda não tem informação oficial sobre a candidatura apresentada para requalificar a Escola Secundária, depois de ter submetido um projeto de 17,7 milhões de euros, aprovado por unanimidade pelo executivo municipal em fevereiro.

Na reunião de câmara desta quinta-feira, o vereador do movimento Renascer Amares, Álvaro Silva, pediu um ponto de situação do projeto, perguntando especificamente se a candidatura foi aprovada, qual o montante financiado e se o município terá de assumir alguma parte da obra.

Na resposta, a vereadora da Educação, Cidália Abreu (PSD), disse que o município ainda “está a aguardar resposta” por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte à candidatura que apresentou. “Estamos todos desejosos por essa notícia, estamos tão curiosos quanto o senhor vereador [Álvaro Silva]”, sublinhou.

Em seguida, o técnico municipal responsável por este processo explicou que, no início de junho, a CCDR-Norte pediu esclarecimentos, designadamente quanto ao cronograma previsto pela autarquia para a execução da obra, cujas datas estarão sempre dependentes da aprovação da candidatura por parte do organismo regional.

Segundo João Ferreira, nesse cronograma, o município prevê que o concurso público possa ser lançado até ao final de agosto e que a consignação da obra, já depois de cumpridas todas as formalidades necessárias, incluindo o visto do Tribunal de Contas, possa acontecer no início de janeiro do próximo ano.

A expectativa é que a conclusão da requalificação da Escola Secundária de Amares aconteça em dezembro de 2029, adiantou o técnico municipal, reiterando que “tudo isto estará sempre dependente do momento em que a CCDR-Norte aprovar a candidatura”. “A taxa de comparticipação é de 100%”, vincou.

PREOCUPAÇÕES PARTILHADAS

Na intervenção que fez, Álvaro Silva disse que esta é a “maior reabilitação alguma vez prevista num estabelecimento de ensino” do concelho de Amares e sublinhou que a Escola Secundária “não pode continuar refém da incerteza”.

“A comunidade pede respostas claras, objetivas e transparentes”, vincou o eleito do Renascer Amares, numa posição que foi também acompanhada pelos vereadores Pedro Costa (PS) e Rui Tomada (Amar e Servir Amares), que partilharam igualmente preocupações acerca deste processo.

Pedro Costa lembrou que, aquando da celebração dos 41 anos da Escola Secundária de Amares, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, assumiu o compromisso de que as obras seriam feitas e que, por isso, “as palavras têm de ser cobradas”. “Nos momentos em que é preciso fazer festa, os compromissos assumem-se, mas têm de ser concretizados”, apontou.

Já Rui Tomada salientou que o “principal problema” reside em saber qual o montante que será atribuído à requalificação da Escola Secundária de Amares, se os 17,7 milhões do projeto apresentado, se outra verba inferior. “Isso é o que me preocupa e que me preocupou desde sempre”, afirmou o vereador do Amar e Servir Amares.

A fechar as intervenções, o presidente da Câmara de Amares, Emanuel Magalhães, disse que Fernando Alexandre “cumpriu a palavra” que assumiu de abrir um aviso que permitisse fazer obras na Escola Secundária de Amares, sublinhando que o processo está em andamento.

“O senhor ministro assumiu comigo o compromisso de abrir um aviso e não demorou muito a fazê-lo, aconteceu em poucos meses. É um aviso fechado, destinado a determinadas escolas, incluindo a nossa. Por isso, tenho de ser justo. O senhor ministro cumpriu a palavra comigo”, concluiu o autarca.

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