Pelo menos 43 pessoas perderam a vida em acidentes com tratores agrícolas ao longo de 2025, de acordo com um levantamento realizado pelo Correio da Manhã. O número representa uma diminuição de nove vítimas mortais em comparação com 2024, mas confirma que este tipo de sinistralidade continua a ter um impacto grave no trabalho agrícola em Portugal.
Segundo a compilação efetuada pelo jornal, os distritos de Bragança, Leiria e Santarém surgem como os mais afetados, com cinco mortes registadas em cada um. Seguem-se Viana do Castelo, Vila Real e Guarda, onde se contabilizaram quatro vítimas mortais por distrito.
O Correio da Manhã alerta ainda que este levantamento não contempla situações em que as vítimas sobreviveram inicialmente aos acidentes, mas acabaram por falecer posteriormente em ambiente hospitalar, o que significa que o número real de óbitos associados a acidentes com tratores poderá ser superior.
A maioria das vítimas mortais eram condutores dos próprios tratores, quase todos do sexo masculino e com mais de 65 anos, um dado que volta a evidenciar o envelhecimento da população agrícola e os riscos acrescidos associados a esta atividade.
Apesar da ligeira redução no número de mortes, os campos agrícolas continuam a ser palco de acidentes graves. Muitos dos sinistros resultam de manobras em terrenos muito inclinados e da não utilização do arco de Santo António, um dispositivo de segurança essencial que pode salvar vidas ou reduzir significativamente a gravidade das lesões em caso de capotamento.
Perante este cenário, autoridades e especialistas reforçam a necessidade de intensificar as ações de sensibilização para a segurança agrícola, apelando ao uso de equipamentos de proteção e à adoção de práticas de condução mais seguras, com o objetivo de reduzir um flagelo que continua a custar dezenas de vidas todos os anos.












