A nova classe de medicamentos injetáveis para a diabetes, que tem vindo a ganhar popularidade pela sua capacidade de promover o emagrecimento (como Ozempic e Mounjaro), exige cautela e acompanhamento médico. Embora registem vendas recorde em Portugal, estes fármacos acarretam riscos de efeitos secundários, uma realidade comum a todos os medicamentos eficazes.
Segundo o Infarmed, o sistema nacional de farmacovigilância recebeu 421 notificações de suspeitas de reações adversas (RAM). As mais frequentes relacionam-se com doenças gastrointestinais.
Os riscos mais graves, detalhados na bula destes medicamentos, incluem retinopatia diabética (que pode evoluir rapidamente para cegueira em diabéticos) e pancreatite aguda. Embora a pancreatite aguda tenha uma evolução favorável na maioria dos casos, pode, em raras situações, ter um desfecho fatal.
Silva Nunes, médico diabetologista e especialista em obesidade do Hospital de Curry Cabral, sublinha a importância do aconselhamento profissional.
«Nas nossas consultas, damos indicação precisa quanto aos efeitos secundários possíveis e aos sintomas a que os doentes devem estar atentos, por forma a evitar complicações», vinca.
As autoridades de saúde alertam ainda para os riscos sérios de falsificação associados à compra destes medicamentos pela internet. É fundamental que o início de qualquer tratamento seja sempre precedido de aconselhamento e acompanhamento médico.












