Alerta. Há uma burla com o Cartão Continente

O Ministério Público lançou um alerta sobre uma nova burla que está a circular e que utiliza de forma fraudulenta o nome dos supermercados Continente e o Cartão Continente. O objetivo é obter dados de cartões bancários em troca de uma falsa recompensa por pontos acumulados.

“Está em curso mais uma campanha de phishing que têm em vista obter, de forma ilícita, os dados dos cartões de crédito de vítimas indiscriminadas”, alerta a Procuradoria-Geral da República (PGR), através do seu gabinete de cibercrime.

A campanha segue o mesmo modelo de várias outras que ocorreram no passado: “abusando de um nome comercial ou empresarial, procura ilicitamente que as vítimas facultem aos agentes criminosos dados de cartões bancários de pagamento”, acrescenta.

O alerta da PRG surge na sequência de um aviso feito pelo próprio Continente, para que se tenha cuidado com os SMS enviados supostamente em nome da marca.

COMO FUNCIONA?

Segundo a PGR, como em todos os casos de phishing, o processo criminoso começa com a expedição, para muitíssimos destinatários, de mensagens fraudulentas – na presente campanha tem sido primordialmente utilizado o serviço telefónico de mensagens curtas (SMS).

A mensagem contém informação que leva o destinatário a acreditar que as mesmas foram enviadas pelos supermercados Continente e publicita vantagens associadas ao Cartão Continente, alegando que estão prestes a expirar. Para aproveitar a “oferta”, é pedido que clique num link que contém sempre a expressão “cartaocontinente”.

Se aceder a tais links, abre uma página que visualmente parece ser a do cartão de fidelização dos supermercados Continente. Mas não é: “trata-se de uma página web fraudulenta, disponibilizada pelos agentes criminosos”, avisa o Ministério Público.

Aberta a página fraudulenta, a vítima é informada de que, por ter acumulado pontos no seu cartão de fidelização, pode escolher uma recompensa, tendo para o efeito, apenas, que pagar uma pequena quantia.

Depois são pedidos diversos dados pessoais: número de telefone, nome, morada completa e endereço de correio eletrónico.

Por fim, são solicitados os dados do cartão bancário, o nome que nele figura, o número, a data de validade e o código CVV (Card Verification Value).

COMO DEVE PROCEDER?

O Ministério Público aconselha a ignorar e a apagar as mensagens, sem dar qualquer resposta.

No caso de ter facultado indevidamente os dados do seu cartão, como primeira diligência a empreender, deve contactar o banco emissor e proceder ao cancelamento do cartão em causa.

[email protected]

Com Agências

ÚLTIMAS NOTÍCIAS